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Brasília - A
maioria dos modelos analisados pelo grupo
interministerial que trata de mudanças na Lei do Petróleo
prevê a criação de um fundo soberano para os
recursos oriundos do petróleo. Ao sair de mais uma reunião
hoje (19), o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse
que o governo ainda não tem uma decisão fechada sobre o
assunto, mas afirmou que, com exceção dos Estados
Unidos, os outros países estudados aplicam o dinheiro em um
fundo soberano.
“São
receitas em todos os países aplicadas no exterior – é
uma coisa curiosa”, afirmou. Segundo o ministro, a maior vantagem
desse sistema é a segurança econômica. “Em
qualquer situação de risco, o país sempre poderá
lançar mão desses recursos vastos que possui no
exterior.” Ele explicou que o modelo é parecido com a
proposta de fundo soberano apresentada
pelo governo. “Todos os lucros do petróleo são
enviados para esse fundo e em seguida é devolvida uma parte
dele para compor o lastro financeiro do país. Ou seja, o país
passa a atuar sem déficit e seu fundo soberano é
aplicado no exterior”, disse.
O ministro garantiu que não há
contradição entre o modelo de fundo soberano com a
idéia de aplicar os recursos do pré-sal em educação,
como já defenderam o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva e a ministra-chefe da Casa Civil,
Dilma
Rousseff. “Se a decisão for essa, pode perfeitamente
conciliar uma coisa com a outra, reservando-se uma parte dos recursos
para aplicação em saúde, educação
e outra parte se destinaria à formação do fundo
soberano”, explicou.
Lobão citou o modelo da Noruega,
onde os lucros do petróleo são enviados para um fundo
de pensão, assim como na Rússia e na Arábia
Saudita. “Estamos apenas estudando, não estamos dizendo que
vamos aplicar o mesmo modelo”, ressaltou.
O ministro também anunciou que o governo
deve autorizar no próximo mês a realização
da décima rodada de licitações para exploração
de petróleo em áreas fora do pré-sal, em terra e
em águas rasas, que deverá ser realizada ainda neste
ano. Ele lembrou que o Conselho Nacional de Política
Energética suspendeu
todos os leilões da área do pré sal.
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