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Brasília - A
propaganda eleitoral no rádio e na televisão, que começou
hoje (19), pode ser decisiva para os candidatos a prefeito, mas não
deve resultar em maior número de votos para os que concorrem ao posto de
vereador. A avaliação é do professor da
Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília
(UnB), Paulo José Cunha.
Segundo
ele, a campanha no rádio e na TV tem dois objetivos: mostrar aos
eleitores quem são os candidatos; e organizar as campanhas dos
majoritários. Como o tempo dos candidatos proporcionais é menor, o resultado em votos também não será
expressivo na opinião do professor.
“O
tempo é tão curto que a primeira função é
cumprida [de informar quem são os candidatos].
Dificilmente, você vai ter alguém, candidato
proporcional, que tenha se elegido exclusivamente com o uso da
propaganda do rádio e da televisão”, afirmou.
Ele
acredita que em disputas majoritárias acirradas, uma campanha
no rádio e na TV bem feita pode ser o diferencial. Já
nos casos de eleições em que um candidatos a prefeito
tem grande vantagem sobre os demais, a propaganda não terá
tanta influência no resultado.
Em
vez de privilegiar o horário eleitoral na TV e no rádio,
José Cunha sugere que o candidato a vereador invista mais no
contato direto com o eleitorado. “A campanha proporcional é feita,
preferencialmente, no corpo-a-corpo. Reuniões com grupos de
eleitores de determinada categoria profissional, gasto de sola de
sapato na rua, participação em comício e o
contato direto entre eleitor e candidato. A campanha se processa
dessa forma e não por meios eletrônicos”, argumentar
José Cunha. Para
José Cunha, os candidatos a
vereador terão melhores resultados se concentrarem os
discursos na TV e no rádio em dois ou três temas em que
tenham maior afinidade e que sejam de interesse dos eleitores. “Com
isso ele cria uma marca, uma carimbo perante o eleitorado”.
“Aquele
que fala de tudo não está falando de nada. O candidato
que trata de um tema e aprofunda mais o seu discurso em torno desse
tema, é óbvio que ele terá mais chance de
conquistar os votos dos interessados naquele tema”, argumentou o
professor.
Ele
lembra ainda que as formas de absorção da propaganda
eleitoral ocorrem mais no plano emocional do que o racional. Nesse
sentido, as músicas, jingle e
bonitas imagens que mostrem o futuro prometido poderão ter
bons resultados. Os blocos diários
da propaganda gratuita serão de 30 minutos no rádio, de
7h às 7h30 e de 12h às 12h30, e na televisão de
13h às 13h30 e de 20h30 às 21h. Os candidatos a
prefeito vão ocupar as segundas, quartas e sextas-feiras e os
candidatos a vereador as terças-feiras, quintas-feiras e
sábados. Nos domingos não será veiculada a
propaganda. Haverá ainda inserções dos
candidatos a prefeito de 15, 30 ou 60 segundos, a serem veiculadas
pelas emissoras ao longo da programação, entre as 8h e
a meia-noite.
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