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19 de Agosto de 2008 - 14h29 - Última modificação em 19 de Agosto de 2008 - 15h55


Lobão diz que empresas não vão recorrer à Justiça sobre impasse da Usina de Jirau

Yara Aquino e Sabrina Craide
Repórteres da Agência Brasil

 
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Antonio Cruz/ABr
Brasília - O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, fala  à imprensa no Palácio do Planalto Brasília - O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, fala à imprensa no Palácio do Planalto
Brasília - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou hoje (19) que a construtora Odebrecht se comprometeu a não recorrer à Justiça contra a mudança no local da construção da Usina de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia. Segundo ele, a Odebrecht e a empresa Suez, responsável pela obra, garantiram que vão esperar as decisões dos órgãos competentes.

“Elas assumiram o compromisso, comigo junto, no sentido de aguardar a decisão da Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica] e do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis]”, disse após participar de reunião no Palácio do Planalto que discutiu as mudanças na legislação sobre a exploração do petróleo.

“Houve um compromisso de não haver recurso, respeitar as decisões da Aneel e do Ibama. Decisões que não existem ainda”, disse Lobão, ao ser questionado pelos jornalistas se a Odebrecht teria se comprometido a não recorrer à Justiça mesmo se a decisão for desfavorável à empresa.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério de Minas e Energia, Lobão se reuniu na semana passada com representantes das empresas Odebrecht e da Suez. As assessorias das duas empresas confirmaram a realização da reunião, mas não quiseram comentar o que foi discutido.

Após vencer o leilão para construir e operar a Usina de Jirau, o consórcio vencedor, liderado pela Suez, anunciou mudanças no local de construção do empreendimento. A empresa Odebrecht, que lidera o consórcio perdedor ameaçou, então, questionar o resultado do leilão de Jirau na Justiça.


Ampliada para acréscimo da posição das empresas.
 


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