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19 de Agosto de 2008 - 20h13 -
Última modificação
em 19 de Agosto de 2008 - 20h13
Tratamento de esgoto ainda é o maior problema de saneamento no país, diz secretário
Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
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Gervásio Baptista/ABr
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Brasília - O secretário nacional de Saneamento Ambiental, Leodegar Tiscoski. fala na abertura do Seminário Nacional de Saneamento 2008
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Brasília - O baixo percentual de tratamento de esgoto no país – apenas
30% – é o principal gargalo da implementação
das diretrizes apontadas pela Lei do Saneamento, que além do
aceso aos serviços de esgoto sanitário, prevê
tratamento de água, drenagem urbana e destinação
correta para os resíduos sólidos. A avaliação
é do secretário nacional de Saneamento Ambiental do
Ministério das Cidades, Leodegar Tiscoski.
Até quinta-feira (21), o assunto será tema do seminário Saneamento Ambiental no Brasil, Avanços e Desafios do Poder
Público, organizado pela organização não-governamental ambientalista Instituto
Biosfera, que debaterá a situação atual e as
estratégias para melhoria do saneamento nas cinco regiões
do país.
Na avaliação de Tiscoski, que participou hoje (19) da
abertura do seminário, a reunião vai permitir troca de
experiências e apresentação de modelos de gestão
bem-sucedidos em alguns estados para auxiliar a elaboração
e implementação de propostas em regiões como
Norte e Nordeste, onde a falta de acesso ao saneamento é mais
crítica.
“Alguns políticos de antigamente tinham a imagem de que
investir em saneamento significava enterrar obras. Hoje, a população
reconhece e cobra o saneamento como fundamental, necessário
para qualidade de vida”, acrescenta.
O secretário estima que para universalizar o acesso ao
saneamento no Brasil são necessários cerca de R$ 180
bilhões. Segundo Tiscoski, nos últimos cinco anos, o
governo investiu R$ 12 bilhões e até 2011, outros R$ 40
bilhões serão liberados para as ações na área, no
chamado PAC do Saneamento.
“É um processo lento para trazer os benefícios que a
população necessita, mas já se começa a
ter uma virada”, pondera. “Pela histórica falta de
investimentos maciços na área, haviam poucos projetos
ou estavam defasados. Agora, o setor começou a acordar”,
avalia Tiscoski.
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