|
Brasília - O Ministério da
Saúde divulgou hoje (19) o balanço da primeira etapa de
vacinação contra a poliomielite. A maior cobertura de
vacinação foi alcançada na Região Norte,
onde a meta foi superada, com 1.705.353 de crianças imunizadas
(2,46% acima do previsto). Nas outras regiões, a vacinação
atingiu mais de 95% das crianças até cinco anos.
“O resultado mostra que, em relação
à pólio, nós alcançamos uma excelente
cobertura, a melhor dos últimos quatro anos”, disse o
ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
Também saiu hoje o balanço da
primeira semana de vacinação contra rubéola. A
meta era vacinar nesse período 30% dos homens e mulheres entre 20 e 39 anos e foram
imunizados 33,1%. Temporão chamou a atenção
para o fato de que as mulheres foram maioria entre os que tomaram a
vacina e fez um apelo para que os homens também procurem os
postos de saúde para serem vacinados.
“O homem tem que entender que, embora para ele
essa seja uma doença benigna, ele pode transmiti-la para sua
companheiro, sua esposa, filha, irmã, amiga, caso não
esteja protegido.” afirmou.
O ministro comentou também a portaria,
publicada hoje no Diário Oficial da União, que
prevê a realização de cirurgias de mudança
de sexo pelo Sistema único de Saúde (SUS). Segundo ele,
ainda vai levar algum tempo para que o procedimento seja adotado.
“O ministério,
em parceria com estados e municípios, vai
desenvolver todos os estudos necessários para que serviços
sejam credenciados e o processo efetivamente se incie, e isso vai
demorar.” Temporão disse que ainda precisam ser resolvidas
questões técnicas, financeiras e de articulação
de serviços de saúde e definir se as
cirurgias serão feitas em hospitais universitários – “provavelmente serão” – e qual a estratégia de início
desse processo.
De acordo com a portaria publicada no Diário
Oficial da União, o SUS poderá fazer a cirurgia de
mudança do sexo masculino para o feminino nos hospitais
públicos dos estados. A Secretaria de Atenção à
Saúde do Ministério da Saúde se responsabilizará
por todas as providências necessárias à
estruturação e implantação do processo
transexualizador no SUS, definindo os critérios mínimos
para funcionamento, monitoramento e avaliação dos
serviços.
|