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20 de Agosto de 2008 - 16h37 - Última modificação em 20 de Agosto de 2008 - 16h37


Maior superávit primário tem permitido redução da dívida pública, diz coordenador

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

 
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Wilson Dias/ABr
Brasília - O coordenador-geral da Dívida Pública, Guilherme Pedras, divulga o relatório Mensal da Dívida Pública Federal referente ao mês de julho de 2008 Brasília - O coordenador-geral da Dívida Pública, Guilherme Pedras, divulga o relatório Mensal da Dívida Pública Federal referente ao mês de julho de 2008
Brasília - Os superávits primários mais fortes neste ano estão estimulando a queda da dívida pública. A avaliação é do coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Guilherme Pedras.

Ao comentar a queda de 3,39% no estoque da dívida pública, divulgada hoje (20) pelo Tesouro, Pedras explicou que a economia maior de recursos públicos tem permitido ao governo aumentar os resgates de títulos e reduzir as emissões de papéis, o que reduz o total da dívida.

Apenas no primeiro semestre, o Governo Central – formado pelo Tesouro Nacional, pela Previdência Social e pelo Banco Central – economizou R$ 61 bilhões, resultado 44% superior ao obtido no mesmo período de 2007. Esse montante, chamado de superávit primário, é usado para abater os juros da dívida pública.

No último mês, o Tesouro resgatou R$ 57,5 bilhões a mais do que emitiu em títulos da dívida interna. Segundo Pedras, esse volume, na maior parte, explica-se porque em julho tradicionalmente existe uma concentração de vencimentos de papéis prefixados. “O resgate líquido elevado já era esperado, mas, de agosto a dezembro, os vencimentos serão menores”, disse.

Em julho, no entanto, o resgate líquido foi maior que o de outros meses com perfil semelhante na administração da dívida. Em abril, quando também houve concentração de vencimentos, o Tesouro resgatou R$ 43 bilhões a mais do que emitiu em títulos da dívida interna.

O resgate de títulos também poderia ser sinal de que o Tesouro não está conseguindo atrair interessados em adquirir papéis do governo e financiar as contas públicas. Pedras, no entanto, rechaçou essa hipótese. “As condições de mercado são avaliadas o tempo todo pelo Tesouro e constatamos que não existe nenhuma rejeição”, alegou.

Segundo Pedras, nem no exterior as condições estão complicadas, apesar da turbulência internacional provocada pela crise no mercado imobiliário norte-americano: “Neste ano fizemos apenas uma emissão no exterior, nem tanto com a intenção de captar dólares, mas para melhorar o perfil da dívida pública”.

Em maio, o Brasil conseguiu captar US$ 525 milhões no exterior em títulos com vencimento em 2017. A operação foi considerada bem-sucedida pelo Tesouro Nacional.

Por meio da emissão de títulos, o Tesouro toma emprestado recursos dos investidores para fechar as contas públicas. O governo, no entanto, compromete-se a devolver o dinheiro com juros, o que representa endividamento para os cofres públicos.


 


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