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Brasília - A fragilidade no sigilo
de ligações telefônicas e a possibilidade de
vazamento de informações obtidas das companhias
telefônicas com autorização da Justiça
foram abordadas hoje (20) na Câmara Federal pelos delegados da
Polícia Federal Alessandro Moretti e Marcílio Locrato. Eles
trabalharam na Operação Ferreiro, que investigou o uso
de grampos telefônicos em Minas Gerais e em São Paulo.]
O delegado Moretti
afirmou que sempre tem condições de identificar a
responsabilidade de agentes que participam de operações,
no que se refere a sigilo. No entanto, acrescentou, no caso do uso de
informações telefônicas não podia dizer o
mesmo em relação às operadoras de telefonia. Ele
exemplificou que uma prova disso são as ligações
que os cidadãos recebem em casa, com diversos objetivos,
provenientes de pessoas desconhecidas e de empresas.
Ele contou o caso de um
detetive particular que ficou rico fazendo interceptações
telefônicas em São Paulo e que teve apreendidas uma
Ferrari e uma Mercedes Benz em sua casa. Os delegados falaram na
Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara
Federal que investiga os grampos telefônicos feitos de forma
ilegal.
O relator da CPI,
deputado Nelson Pelegrino, acentuou que a participação
de serviços terceirizados nas empresas telefônicas
tornam frágil a questão do sigilo telefônico. O
delegado Marcílio Locrato disse acreditar que não
há segurança em ligações telefônicas
em nenhuma parte do país, a julgar pela experiência que
viveu nas investigações da Operação
Ferreiro. Essa fragilidade permite também a instalação
das chamadas "maletas" para interceptação
clandestina de telefones.
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