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Rio de Janeiro - A combinação
entre a alta do preço dos alimentos, do petróleo e a
crise dos Estados Unidos fizeram com que a tendência de
desaceleração na economia dos países da América
Latina se acentuasse. Essa é a avaliação da
economista da Fundação Getulio Vargas, Lia Valls.
O Índice de
Clima Econômico (ICE) da América Latina divulgado hoje
(20) pela FGV e pelo Instituto alemão Ifo continua em queda.
No levantamento referente a julho, o ICE ficou em 4,6 pontos contra
4,9 da medição anterior. Um resultado abaixo de 5
pontos indica expectativas ruins.
“Não houve
nada claramente que mostrasse uma mudança no cenário
internacional”, afirmou a economista Lia Valls. “O que levou essa
mudança foram a questão do preço dos alimentos,
a crise dos Estados Unidos - que faz pensar num desaquecimento da
demanda de exportação - e a questão da
liquidez”.
“Nessa última
sondagem, a tendência de contratação da economia
se acentua ainda mais. Ou seja, há uma percepção
de piora da situação atual em relação à
situação de abril e uma piora também nas
expectativas”, acrescentou.
Segundo Lia Valls,
ainda não é possível fazer previsões para
o próximo levantamento, em outubro. Mas ela avalia que, como
as economias da região não estão mais tão
dependentes do capital externo, existe a possibilidade da retomada do
crescimento.
“Estamos em um
momento de interrogação. Se aquela expectativa dos
Estados Unidos, de uma ligeira melhora, se confirmar, talvez, exista
uma possibilidade de recuperação, mas certamente não
para 2008, mas para meados de 2009”.
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