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Brasília - O ministro da Fazenda,
Guido Mantega, pediu hoje ao presidente da Câmara, Arlindo
Chinaglia, que trabalhe no sentido de agilizar a aprovação,
ainda neste ano, da reforma tributária, da criação
do Fundo Soberano e do projeto que estabelece limites para o aumento
da despesa da União com pessoal.
Mantega se colocou à
disposição dos parlamentares para esclarecer dúvidas
sobre o fundo, que segundo ele ajudará no combate à
inflação e será uma reserva importante, de 0,5% do
Produto Interno Bruto (PIB- a soma de tudo o que o país
produz), o que corresponde a R$ 14 bilhões.
O ministro não
descartou que futuramente o Fundo Soberano receba recursos da
exploração de petróleo na chamada camada
pré-sal.
Chinaglia pediu ao
ministro que o governo trabalhe com prioridades e reduza a edição
de medidas provisórias. De acordo com a Constituição, a
apreciação e votação de medidas
provisórias tem preferência no Congresso sobre qualquer
outra proposição. A medida provisória tem força
de lei e deve ser apreciada pelo Congresso no prazo de 45 dias. Caso
não seja analisada nesse prazo, passa a trancar a pauta de
votações, ou seja, nenhuma proposição
pode ser apreciada. Atualmente, a pauta da Câmara está
trancada por cinco medidas provisórias.
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