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Brasília - Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram hoje (20) por
unanimidade declarar constitucional a resolução do Conselho Nacional de
Justiça (CNJ) que proíbe o “exercício de cargos, empregos e funções por
parentes, cônjuges e companheiros de magistrados e de servidores
investidos em cargos de direção, chefia [termo incluído pelos
ministros] e assessoramento”.
A decisão tem caráter vinculante e deve
ser seguida por todos as instâncias inferiores da Justiça. Os ministros
analisarão ainda hoje se ela será extensiva aos Poderes Legislativo e
Executivo.
Inicialmente, os ministros reconheceram a competência do CNJ para
apreciar a legalidade de atos administrativos praticados por membros
ou órgãos do Poder Judiciário. Enfatizaram também que a proibição de
nepotismo não precisa ser regulada por lei específica, por estar
consagrada em princípios da Constituição Federal.
“O CNJ deu verbo ao que já é definitivo na Constituição. Não
precisaria ter leis, bastaria ter decência no espaço público para que
os princípios republicanos fossem respeitados”, ressaltou a ministra
Cármen Lúcia.
Segundo o ministro Celso de Mello, a resolução do CNJ ajuda a
construir adequadamente a ordem democrática, pois condena a tentativa
de “patrimonialização” do Estado.
“Cabe preservar as relações que os conceitos de espaço público e
privado guardam entre si. A consagração do nepotismo na esfera
institucional do poder político não pode ser tolerada e desrespeita os
preceitos da igualdade e da moralidade”, afirmou Mello.
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