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Rio de Janeiro - A Polícia
Civil do Rio identificou 10 dos 17 suspeitos de envolvimento na
chacina da Favela do Barbante, na zona oeste da cidade, na madrugada
de ontem (20). Entre os suspeitos, há três policiais
militares, dois policiais civis e um bombeiro, além do filho
do vereador Jerônimo Guimarães, Luciano Guimarães.
O delegado do bairro
de Campo Grande, Marcus Neves, que investiga o caso, informou que a
Justiça do Rio expediu, na manhã de hoje (21),
mandados de prisão contra alguns dos 17 suspeitos. A Polícia
Militar e a Polícia Civil também reforçaram o patrulhamento na
favela.
Neves confirmou que haviam sido identificados
dez suspeitos de envolvimento na chacina depois de participar de
reunião com o secretário de Segurança, José
Mariano Beltrame, e com o presidente da Comissão Parlamentar
de Inquérito (CPI) das Milícias, deputado Marcelo
Freixo, na Assembléia Legislativa do Rio.
De acordo com o delegado, Luciano Guimarães,
que é o atual chefe da milícia da zona oeste, não
só comandou os sete assassinatos na Favela do Barbante como
também participou da execução aleatória
dos moradores. Marcus Neves acrescentou que Luciano Guimarães
estaria chefiando a milícia no lugar do pai, Jerônimo
Guimarães, o Jerominho, preso no Complexo Penitenciário
de Gericinó (Bangu).
As investigações da Polícia
Civil indicam também que há relação entre
a chacina e campanhas eleitorais de candidatos envolvidos com as
milícias da zona oeste. O delegado levantou, inclusive, a
hipótese de uma da pessoas beneficiadas ser a candidata à
Câmara de Vereadores Carminha Guimarães, também
filha de Jerônimo Guimarães.
“Esse atentado teve como objetivo primeiro criar
a idéia na comunidade de que a presença de milicianos é
imprescindível. E alguns candidatos vinculados ao grupo de
milicianos deveriam ser prestigiados pela comunidade no sentido de
eleger essas pessoas para que a milícia permanecesse na
comunidade”, afirmou o delegado.
“Trabalhamos com todas as possibilidades. Entre
elas, a de Carminha Jerônimo ser uma dessas referências”,
acrescentou Marcus Neves.
A matéria foi alterada para acréscimo de informação
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