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21 de Agosto de 2008 - 14h34 - Última modificação em 21 de Agosto de 2008 - 16h21


Polícia identifica dez suspeitos de envolvimento em chacina no Rio

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A Polícia Civil do Rio identificou 10 dos 17 suspeitos de envolvimento na chacina da Favela do Barbante, na zona oeste da cidade, na madrugada de ontem (20). Entre os suspeitos, há três policiais militares, dois policiais civis e um bombeiro, além do filho do vereador Jerônimo Guimarães, Luciano Guimarães.

O delegado do bairro de Campo Grande, Marcus Neves, que investiga o caso, informou que a Justiça do Rio expediu, na manhã de hoje (21), mandados de prisão contra alguns dos 17 suspeitos. A Polícia Militar e a Polícia Civil também reforçaram o patrulhamento na favela.  

Neves confirmou que haviam sido identificados dez suspeitos de envolvimento na chacina depois de participar de reunião com o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e com o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias, deputado Marcelo Freixo, na Assembléia Legislativa do Rio.

De acordo com o delegado, Luciano Guimarães, que é o atual chefe da milícia da zona oeste, não só comandou os sete assassinatos na Favela do Barbante como também participou da execução aleatória dos moradores. Marcus Neves acrescentou que Luciano Guimarães estaria chefiando a milícia no lugar do pai, Jerônimo Guimarães, o Jerominho, preso no Complexo Penitenciário de Gericinó (Bangu).

As investigações da Polícia Civil indicam também que há relação entre a chacina e campanhas eleitorais de candidatos envolvidos com as milícias da zona oeste. O delegado levantou, inclusive, a hipótese de uma da pessoas beneficiadas ser a candidata à Câmara de Vereadores Carminha Guimarães, também filha de Jerônimo Guimarães.

“Esse atentado teve como objetivo primeiro criar a idéia na comunidade de que a presença de milicianos é imprescindível. E alguns candidatos vinculados ao grupo de milicianos deveriam ser prestigiados pela comunidade no sentido de eleger essas pessoas para que a milícia permanecesse na comunidade”, afirmou o delegado.

“Trabalhamos com todas as possibilidades. Entre elas, a de Carminha Jerônimo ser uma dessas referências”, acrescentou Marcus Neves.



A matéria foi alterada para acréscimo de informação
 


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