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Brasília - O ministro da Justiça,
Tarso Genro, evitou hoje (21) comentar o mérito da súmula
vinculante aprovada ontem (20) pelo Supremo Tribunal Federal (STF)
vetando o nepotismo nos Três Poderes.
De acordo com o
ministro, o nepotismo é uma questão que o Poder
Legislativo e o Supremo devem decidir.
“Se o Supremo agiu
dentro de suas prerrogativas para editar uma súmula sobre essa
questão, aí nós não nos manifestamos
porque é uma relação do Supremo com o
Legislativo, e certamente isso vai causar um debate saudável,
como tem causado em outras questões nesse processo de
aprimoramento do estado de direito”, disse.
Ontem, o STF ao
confirma r a constitucionalidade de uma norma do Conselho Nacional de
Justiça (CNJ) que vetava o nepotismo no Judiciário,
estendeu a medida ao Legislativo e ao Executivo. A determinação
alcança parentes em até terceiro grau dos agentes
públicos, mas exclui os cargos políticos, como
ministros de Estado e secretários estaduais e do Distrito
Federal.
Questionado se houve
abuso por parte do Judiciário ao legislar sobre a questão,
Tarso Genro disse que o Legislativo é quem deveria legislar
sobre o nepotismo.
“Não há
duvida que deve fazer [legislar]. Se o Supremo avança
sobre um terreno de normatização, eu diria que tem um
vácuo de legalidade que tem de ser preenchido, e o STF está
fazendo isso. Quanto ao mérito, eu não vou comentar se
isso é adequado ou não”, afirmou.
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