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21 de Agosto de 2008 - 20h05 - Última modificação em 21 de Agosto de 2008 - 20h19


TSE pede a Lula atuação das Forças Armadas durante eleições no Rio

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Um dia depois da chacina que matou sete moradores da Favela do Barbante, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, assinou ofício endereçado ao presidente da República em que solicita formalmente a atuação das Forças Armadas para garantir a segurança do processo eleitoral no Rio de Janeiro.

“Nossa parte institucional jurídica está feita. A partir de agora, o Ministério da Defesa vai atuar junto com a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária e a polícia estadual”, assinalou o ministro afirmando que ainda é necessária a aprovação do presidente para o envio das tropas.

As forças federais de segurança vão atuar em 20 áreas afetadas pela presença de milícias e traficantes, que foram mapeadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.

De acordo com o presidente do TRE-RJ, Roberto Wider, os nomes dessas localidades serão mantidos em sigilo para evitar que os “bandidos” planejem alguma reação.

"Estamos falando de cerca de 1 milhão de habitantes que residem nessas áreas e serão objeto de tratamento cuidadoso no sentido de garantir a regularidade dos trabalhos eleitorais", disse Wider.

O número de agentes que participarão da força-tarefa será definido, segundo Ayres Britto, pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, que também será o responsável pela definição do cronograma de ação. Os custos operacionais da força-tarefa serão bancados pelo TSE.

Na madrugada de ontem (20), sete moradores da Favela do Barbante foram assassinados por 17 homens que seriam integrantes da milícia conhecida como Liga da Justiça, que controlava o local. Há indícios de que o grupo pretendia atribuir a autoria da chacina ao tráfico de drogas.


Matéria foi ampliada

 

 

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