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Brasília - Um dia depois da chacina que matou sete moradores da Favela do Barbante, o presidente do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, assinou ofício endereçado ao presidente da República
em que solicita formalmente a atuação das Forças
Armadas para garantir a segurança do processo eleitoral no
Rio de Janeiro.
“Nossa parte
institucional jurídica está feita. A partir de agora, o Ministério da Defesa vai atuar junto com a Polícia
Federal, a Polícia Rodoviária e a polícia estadual”, assinalou o ministro afirmando que ainda é necessária a aprovação do presidente para o envio das tropas.
As forças federais de segurança vão atuar em 20 áreas
afetadas pela presença de milícias e traficantes, que
foram mapeadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.
De acordo com o presidente do
TRE-RJ, Roberto Wider, os nomes dessas localidades serão
mantidos em sigilo para evitar que os “bandidos” planejem alguma
reação.
"Estamos falando de cerca de 1 milhão de habitantes que residem nessas áreas e serão objeto de tratamento cuidadoso no sentido de garantir a regularidade dos trabalhos eleitorais", disse Wider.
O número de
agentes que participarão da força-tarefa será
definido, segundo Ayres Britto, pelo ministro da Defesa, Nelson
Jobim, que também será o responsável pela definição do cronograma de ação. Os custos operacionais da força-tarefa serão bancados pelo TSE.
Na madrugada de ontem (20), sete moradores da Favela do Barbante foram assassinados por
17 homens que seriam integrantes da milícia conhecida como
Liga da Justiça, que controlava o local. Há indícios
de que o grupo pretendia atribuir a autoria da chacina ao tráfico
de drogas.
Matéria foi ampliada
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