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Rio de Janeiro - O secretário de Segurança do Rio, José Mariano
Beltrame, disse hoje (21) que a reação do estado contra os integrantes
de milícias da zona oeste, que matou sete pessoas, ontem, não pode ser feita “com sangue na boca”. Ele disse que a
polícia trabalha para provar ao Judiciário os crimes cometidos pelos
milicianos.
“Não é simplesmente ir ao local e prender as
pessoas”, afirmou. “Temos que ter critérios. Uma ação emergencial não
pode ser uma ação descabida. Temos que ir ao objetivo. Não podemos ir
lá com gosto de sangue na boca”, disse Beltrame.
Após depoimento de mais de duas horas à Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias da Assembléia Legislativa
do Rio, Beltrame informou que grande parte do grupo paramilitar já foi
identificada e que, em breve, os integrantes devem ser presos. Entre
eles, Luciano Guimarães, filho do vereador Jerônimo Guimarães, preso desde dezembro do ano passado, além de
policiais e bombeiros.
“Nosso trabalho é sério no sentido de fornecer
elementos ao Ministério Público para que denuncie [os criminosos]. A
questão da inteligência é de formar provas, dar materialidade. Isso é
um caminho, muitas vezes, demorado, mas de muita qualidade”, concluiu o secretário Beltrame.
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