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Brasília - Dirigentes de centrais
sindicais ligadas ao Fórum Unitário dos Trabalhadores
no Comércio pediram hoje (21) ao presidente da Câmara
dos Deputados, Arlindo Chinaglia, a tramitação em
separado da Proposta de Emenda à Constituição
426/05, que acaba com a exigência de comum acordo entre as
partes para o ajuizamento de dissídio coletivo. A emenda está
apensada à PEC 369, da reforma sindical.
Segundo o presidente da
Federação dos Comerciários de Santa Catarina e
um dos diretores da Central Única dos Trabalhadores (CUT),
Francisco Alano, a obrigatoriedade praticamente anula a possibilidade
de que os trabalhadores recorram à Justiça para
reivindicar melhores condições de trabalho.
"Isso [a
concordância dos empresários para ajuizamento do
dissídio] tem trazido um prejuízo muito grande aos
trabalhadores, porque durante o processo de negociação
eles não propõem nada, se negam a concordar com o
ajuizamento do dissídio coletivo e os tribunais, em muitos
estados, têm arquivado os dissídios a pedido apenas dos
trabalhadores", explicou Alano.
Sem o dissídio,
de acordo com o sindicalista, os trabalhadores ficam "sem
nenhuma norma, sem nenhum direito na relação
capital-trabalho".
As centrais sindicais
também pediram o apoio do presidente da Câmara na
revisão da legislação trabalhista sobre o
funcionamento do comércio aos domingos. Segundo Francisco
Alano, a proposta negociada com o Ministério do Trabalho foi
alterada.
"Há a
necessidade de negociação de melhores condições
de trabalho e condições de salário para abertura
aos domingos. Infelizmente, negociamos uma coisa e o Ministério
do Trabalho encaminhou [ao Congresso] outra", reclamou.
"Propomos que para
a abertura aos domingos haja a necessidade de convenção
coletiva, ou no mínimo que empresários e trabalhadores
negociem melhores condições de trabalho",
defendeu.
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