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Brasília - A portabilidade
numérica – que vai permitir que o usuário de
telefonia troque de operadora sem ter que mudar o número do
telefone – pode aumentar os riscos de fraude, especialmente
envolvendo a troca de titularidade da linha.
O alerta foi dado hoje
(22) pelo presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente. Segundo ele, a preocupação das operadoras com o início
da portabilidade, no dia 1º de setembro, não é apenas
pela complexidade do sistema, mas pela possibilidade de fraudes no
caso de os testes não terem sido realizados de forma
satisfatória.
“No passado, já
enfrentamos uma situação de fraude envolvendo as
chamadas em siga-me que é uma operação muito
mais simples que a portabilidade. Estamos tomando todas as medidas
necessárias, mas precisamos ter confiança absoluta que
os testes não vão permitir que nenhuma situação
de desconforto seja gerada para as pessoas.”
Valente participou hoje
(22) de reunião do Conselho Consultivo da Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel) que discutiu o
Plano Geral de Outorgas (PGO).
Essa semana sete
operadoras de telefonia enviaram uma carta à presidência
da Anatel solicitando mudanças no cronograma da
portabilidade. Brasil Telecom, CTBC, Oi, Sercomtel, Telefônica, TIM e Vivo alegam que os
testes para o funcionamento do novo serviço ainda não foram concluídos. Até ontem (21), o pedido das concessionárias
ainda não havia sido analisado pela agência.
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