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22 de Agosto de 2008 - 19h55 - Última modificação em 22 de Agosto de 2008 - 20h03


Polícia identifica mais três suspeitos de participação em chacina na Favela do Barbante

Da Agência Brasil


 
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Rio de Janeiro - A Polícia Civil identificou mais três suspeitos de participação na chacina na Favela do Barbante, na zona oeste da cidade, na última terça-feira (19). Sete pessoas foram mortas. Segundo o delegado adjunto de Campo Grande, Eduardo Soares, com isso, do total de 17 pessoas que teriam participado do crime, 13 já foram identificadas.

O último identificado foi o ex-traficante conhecido como Sprinter, que teria entrado para a milícia depois que a facção criminosa da qual fazia parte foi expulsa da favela pelos milicianos.

O delegado Eduardo Soares confirmou que, entre os suspeitos, há policiais militares e civis, além de um bombeiro. Ontem (21), a Polícia Civil de São Paulo prendeu Leandro Paixão Viegas, o Leandrinho Quebra-Ossos, que estava com documentos falsos. Foragido há cerca de quatro meses, ele foi encontrado por meio de uma fotografia veiculada em um telejornal.

Segundo o delegado titular de Campo Grande, Marcus Neves, Leandrinho é um dos principais membros da milícia conhecida como Liga da Justiça, fazendo parte da cúpula do grupo, juntamente com Fábio Gordo, o deputado estadual Natalino Guimarães e o vereador Jerônimo Guimarães, o Jerominho.

De acordo com Neves, juntamente com Luciano Guimarães, filho do vereador Jerominho, Leandrinho era um dos responsáveis pela morte de desafetos do grupo. Luciano Guimarães é apontado nas investigações não apenas como mandante da chacina na Favela do Barbante, mas também como um dos executores.

Neves disse que pretende prender todas as pessoas indiciadas no inquérito e desarticular de vez o grupo criminoso. Ele disse que continuará a seguir a orientação da Secretaria de Segurança do Estado, de prender os policiais corruptos.

"A situação é complicada, mas necessária. Essa é orientação do secretário de Segurança e do chefe de Polícia: cada vez radicalizar mais com o policial criminoso. Na verdade, não são policiais, são criminosos. Nós estamos trabalhando, já colocamos vários na cadeia e vamos continuar colocando."

Marcus Neves ressaltou que a parceria com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias, da Assembléia Legislativa do Rio, vem ajudando muito nas investigações sobre os grupos paramilitares que atuam na zona oeste. Para ele, a CPI é fundamental para combater esses grupos em todas as regiões da cidade.

Policiais militares do Regimento de Polícia Montada ocupam a Favela do Barbante desde terça-feira. Desde então, não houve nenhuma ocorrência, segundo o comandante Weber Bittencourt.

A Polícia Militar ocupa ainda a Favela da Carobinha, também na zona oeste, onde duas pessoas morreram na noite de ontem, durante operação da PM desencadeada após o roubo de um minimercado. Os dois mortos seriam traficantes, segundo a polícia. Há informações de que traficantes estariam infiltrados na comunidade há um mês, desde que a milícia deixou a favela.





 


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