Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
26 de Agosto de 2008 - 05h49 - Última modificação em 26 de Agosto de 2008 - 05h49


Candidato à reeleição, prefeito de Manaus diz que não vai começar do zero como os outros

Amanda Mota
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

Manaus - Serafim Fernandes Corrêa (PSB) é o último candidato à prefeitura de Manaus a ser entrevistado na série de matérias especiais publicadas desde o último dia 21 pela Agência Brasil. Ele é prefeito da capital amazonense desde 2005 e tenta sua reeleição pela coligação "Manaus para Todos" (PDT, PSDB, DEM e PSB). Serafim Corrêa é economista e funcionário aponsentado da Receita Federal.

O candidato já cumpriu dois mandatos como vereador e também foi presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas, do Sindicato dos Economistas do estado e do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal. Sua vida política foi iniciada em 1986, quando foi eleito para o primeiro mandado como vereador de Manaus. Depois de cumprir dois mandatos na Câmara de Vereadores, Serafim Corrêa assumiu a secretaria de Finanças de Manaus e foi membro do Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus.

Na entrevista, Serafim Corrêa ressaltou que o desejo de se manter no cargo de prefeito de Manaus é resultado da intenção de dar continuidade aos projetos emplacados por sua atual administração na cidade. "Após três anos e meio à frente da prefeitura, acumulei experiências e tenho projetos em andamento. Dar continuidade a esses projetos é importante para a cidade. A diferença entre a minha candidatura e a dos outros é que eu não começarei do zero", declarou.

Serafim Corrêa lembrou que, no campo da saúde, a atual administração municipal "acumula êxitos que precisam ser mantidos". Como exemplos, ele citou a realização de concurso público, que trouxe estabilidade aos servidores; a criação da Maternidade Moura Tapajós, que realiza média de 450 partos por mês; e o programa Remédio Fácil, que fornece medicamentos a 265 mil pessoas todos os meses, gratuitamente, principalmente aos hipertensos e diabéticos. Esse programa, segundo ele, mereceu reconhecimento nacional do Conselho Federal de Medicina. Serafim Corrêa se comprometeu em manter essas conquistas e ampliá-las, se for reeleito, incluindo a implantação de um laboratório para exames de câncer de colo de útero, atendendo 5 mil mulheres por mês.

"Na Maternidade Moura Tapajós será construído um albergue para atender às mães que hoje ocupam um leito por problemas de saúde com o recém-nascido. Vamos também ampliar a cobertura do programa Saúde da Família de 50% da população para 70% em quatro anos, criar quatro centros de Assistência Psicossocial, a fim de atender pessoas com problemas de saúde mental; criar mais dois laboratórios de análises clínicas nas zonas sul e oeste e, com isso, garantir o atendimento em toda a cidade; criar locais de referência ao atendimento a hipertensos e diabéticos nos quatro distritos da cidade, com o objetivo de aprofundar o atendimento desses pacientes de forma a evitar, no caso dos diabéticos, amputações, e no de hipertensos, situações irreversíveis", prometeu.

Quanto à educação municipal, o candidato da coligação "Manaus para todos" considerou que, para se ter um cenário positivo, é necessário estar fundamentado em recursos humanos, condições de trabalho e espaço físico. Na avaliação de Serafim, essas são as três condições essenciais para garantir boa educação na cidade. Ele lembrou que, no primeiro mandato, foram contratados 3.500 novos professores e mais 260 pedagogos e que os salários dos servidores que atuam nessa área foram melhorados. "Um professor ganhava R$ 507 quando eu cheguei à prefeitura. Hoje, o inicial da carreira é R$ 1.095 para uma jornada de 20 horas/semanais. O salário-mínimo do magistério pela lei federal é de R$ 950 para 40 horas. Com o PCCS, garantimos a aposentadoria a todos", comemorou.

Outro aspecto positivo, avaliou Serafim, foi a implantação do Processo Seletivo para Diretores de Escolas de Manaus (Prosed), que entrou em vigor no dia 1º de julho de 2005 e que prevê a definição dos gestores de escolas por meio de prova e avaliação da comunidade. "Os diretores de escolas deixaram de ser escolhidos politicamente e foram selecionados através do Prosed, privilegiando-se o mérito. Além disso, temos 1.103 professores fazendo pós-graduação e 2.106, que não tinham nível superior, fazendo graduação", acrescentou, dizendo ainda que o número de escolas passou de 384 para 423  e o de salas de aula de 2.794 para 3.338 e que foi em sua administração que foi construída a primeira creche pública de Manaus.

Serafim disse que o caminho já está traçado para um segundo mandato, se for confirmado eleito em outubro próximo. "Vamos aumentar o número de escolas para eliminar o turno intermediário, melhorar a manutenção, manter o aperfeiçoamento dos professores, dando ênfase ao mérito, e dar início ao experimento de escolas de tempo integral", disse.

No quesito saneamento, Serafim Corrêa, assim como os outros candidatos entrevistados, lembrou o problema da falta de água, que atinge sobretudo as zonas norte e leste da cidade. Na contramão desse problema, ele informou que a prefeitura está investindo em 450 quilômetros de rede de distribuição para equacionar o abastecimento de água em Manaus.

"No segundo mandato, o avanço será  na coleta e tratamento de esgotos. Também já aprovamos o projeto do Corredor do Mindu, importante obra de macrodrenagem, no mais importante igarapé da cidade. Os recursos já estão assegurados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e brevemente serão lançados os editais de  licitação. Além disso, a prefeitura, que é o poder concedente, tomou a iniciativa de obrigar a concessionária a investir R$ 100 milhões, para ampliar a produção, construir 11 reservatórios, que acumulam 55 milhões de litros de água, e implantar 38 quilômetros de adutoras", afirmou.

No transporte coletivo, o candidato à reeleição disse que, se for reeleito, vai avançar na renovação da frota, reorganizar as linhas para dar racionalidade ao sistema, investir em corredores exclusivos de ônibus e ampliar o uso do cartão eletrônico (bilhetagem eletrônica). "Implantamos a bilhetagem eletrônica, que acabou com as filas dos estudantes para a compra da meia passagem e permitiu a integração no prazo de duas horas de um ônibus para o outro, pagando uma única passagem. Isso sem falar da frota de ônibus, que foi renovada em 40%", finalizou.




 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina