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23 de Agosto de 2008 - 14h41 - Última modificação em 23 de Agosto de 2008 - 14h41


Mutirão de cirurgia pediátrica opera 20 crianças no Hospital dos Servidores do Rio

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O Hospital dos Servidores do Estado (HSE), no Rio de Janeiro, realizou hoje (23) 20 cirurgias pediátricas de pequena complexidade. As intervenções foram feitas sob o comando do cirurgião Kleber Anderson, presidente da Associação de Cirurgia Pediátrica do estado do Rio de Janeiro (Cipe-RJ).

A iniciativa fez parte do mutirão nacional de cirurgia infantil, realizado pela Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica. O mutirão também foi realizado em outros doze estados. Durante a semana, entre os dias 18 e 20, o Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), credenciado para o mutirão, operou dez crianças. Em Brasília, a expectativa é operar 100 crianças, entre 2 e 12 anos, ainda hoje (23).

O objetivo da iniciativa é chamar a atenção para a necessidade de redução das filas de espera nos hospitais. Somente  no HSE, Anderson estima que mais de 400 crianças necessitem de cirurgias de pequeno porte, como hérnia e fimose. No Hospital Pedro Ernesto, ligado à Uerj, Anderson estima que outras 100 crianças estejam na fila à espera desse tipo de cirurgia.

“São cirurgias em que a maioria dos pacientes vai para casa no mesmo dia. O objetivo do mutirão é mostrar que, nos hospitais públicos, essas cirurgias, chamadas ambulatoriais, podem ser feitas. Só precisa ter um pouco mais de iniciativa e condições  para fazer isso”, declarou o especialista à Agência Brasil.

A idéia, segundo ele, é que o mutirão se repita outras vezes. O balanço final com o número de cirurgias realizadas em todo o país deverá ser apresentado na próxima semana.

O presidente da Cipe-RJ afirmou que no Hospital dos Servidores do Rio de Janeiro há crianças na fila de espera há pelo menos dois anos. Para definir quais pacientes mirins seriam operados no mutirão, a equipe médica sorteou os nomes de 30 crianças, e selecionou 20 para as cirurgias. As restantes não poderiam realizar as operações por falta de condições de saúde, como resfriados.



 


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