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Marcello Casal JR/ABr
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Brasília - Cerimônia em comemoração ao Dia do Soldado no Quartel-General do Exército tem a presença do vice-presidente da República, José Alencar, e do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que entrega a Medalha do Pacificador a diversas personalidades
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Brasília - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou hoje (25) que as tropas do Exército não farão segurança de candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro, mas sim garantirão à população o direito de se expressar durante o processo eleitoral.
“Não cabe a nós ciceronear candidato, cabe sim a nós assegurarmos, num espaço do Rio de Janeiro onde o tribunal tenha identificado problema, que esteja lá a força para assegurar a manifestação da população e a livre circulação”, disse o ministro, logo após cerimônia em comemoração ao Dia do Soldado.
Ele afirmou ainda que já se reuniu com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, e com o ministro Carlos Alberto Direito, que informaram em quais áreas o Exército deve atuar. Agora, falta definir como será a atuação das tropas.
“Eu já combinei com o general Enzo [Martins Peri, comandante do Exército] que vamos marcar uma reunião com o ministro Britto e com o ministro Carlos Alberto Direito para discutir detalhes do problema e estabelecer o que se pretende”, afirmou. “Vamos definir com o tribunal e, definindo o que tem de se fazer, daí surge o tipo de efetivo que vamos ter”, acrescentou.
A definição de como as tropas vão atuar deve ser sair em reunião esta semana entre Jobim e o presidente do TSE. O ministro lembrou ainda que essa será a primeira vez em que o Exército vai fazer a segurança do processo eleitoral. Em outras ocasiões, o Exército atuou apenas no dia da eleição.
O envio das tropas ao Rio de Janeiro foi pedido oficialmente pelo TSE na última semana, mas, segundo Jobim, ainda não há data de quando as tropas serão enviadas. “Vamos fazer o mais rápido possível”, disse.
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