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Brasília - O Movimento de Combate
à Corrupção Eleitoral (MCCE) já coletou,
em quatro meses, mais de 124 mil assinaturas para o projeto de
lei de iniciativa popular que quer impedir a candidatura de políticos
que respondem ações na Justiça. São
necessárias, no mínimo, 1,3 milhão de
assinaturas para que a proposta seja encaminhada ao Congresso Nacional
para análise, o equivalente a 1% do eleitorado brasileiro.
A
lei que instituiu a proibição da compra de votos e do
uso eleitoral da máquina administrativa veio de uma
iniciativa popular. Com base na Lei 9840, já foram cassados
623 políticos de diversos níveis.
O MCCE é
uma rede formada por 37 entidades da sociedade civil, que conta com
mais de 200 comitês que trabalham em todas as regiões do
Brasil pela rejeição de candidatos que não
tenham ficha limpa.
O movimento está
organizando a 1ª Mobilização Nacional para coleta
de assinaturas entre os dias 1º a 7 de setembro, durante a Semana da
Pátria, quando vão ser instalados pontos de coleta em
todos os estados e municípios e prestados esclarecimentos à
população sobre o texto do projeto de lei.
A recomendação
do movimento é de que "todo cidadão que souber da
ocorrência de atos de compra de votos ou de desvios
administrativos com fins eleitorais pode informar o fato
imediatamente ao Ministério Público Eleitoral",
que conta com o trabalho dos promotores eleitorais em todos os
municípios.
O Ministério Público é uma
instituição que têm autonomia legal para
solicitar à Justiça Eleitoral a punição a
candidatos que cometam corrupção eleitoral.
A apresentação
da denúncia de compra de voto também pode ser
encaminhada à polícia e até mesmo ao juiz
eleitoral.
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