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25 de Agosto de 2008 - 08h12 - Última modificação em 25 de Agosto de 2008 - 08h12


É preciso levar mais a sério o esporte brasileiro, adverte Lula

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Depois de ter considerado “razoável” a participação brasileira nos Jogos Olímpicos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o país ganha aos poucos tradição nas disputas esportivas, mas advertiu que é preciso “levar mais a sério” o esporte brasileiro.

Em seu programa semanal Café com o Presidente, ele lembrou que 10% dos membros da maior delegação brasileira a uma olimpíada faziam parte do programa Bolsa Atleta, financiado pelo Ministério dos Esportes. Lula se disse “convencido” de que o país poderá apresentar um desempenho melhor nas próximas competições, caso haja “maior maturidade profissional” no tratamento dos atletas.

“Grande parte desses atletas, salvo a seleção de futebol e a seleção de vôlei, tanto masculina quanto feminina, são pessoas que ganham bom salário, que têm estrutura de financiamento. Mas grande parte dos outros atletas que foram [a Pequim] sobrevivia por conta própria. Tanto que, nas Olimpíadas passadas, alguns tinham quase que pagar a passagem por conta própria para ir”.

Para Lula, a saída está na contribuição das prefeituras, dos governos estaduais e de empresários brasileiros, que possibilitaria a formação de equipes mais competitivas, melhores performances e tratamento esportivo adequado.

“Não que a gente queira ganhar todas de ouro, mas para que possa disputar uma olimpíada em igualdade de condições. Se nós começarmos a fazer isso agora, temos chance de melhorar muito em 2012 e de estar na ponta do casco em 2016.”

O presidente reforçou a candidatura brasileira para sediar os Jogos Olímpicos de 2016 e lembrou que a América do Sul nunca sediou a competição. Ele acredita que a vitória do Rio de Janeiro diante de concorrentes como Tóquio, Chicago e Madri é “uma questão importante para os brasileiros” e se compromete a “brigar” para vencer a disputa. “O Rio de Janeiro tem possibilidades concretas”, disse.



 


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