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Rio de Janeiro - A indústria
siderúrgica nacional produziu, em julho, cerca de 3,2 milhões
de toneladas de aço bruto, superando em 11,5% a produção
do mesmo mês no ano passado. Segundo o Instituto Brasileiro de
Siderurgia (IBS), contribuiu para esse resultado o desempenho dos
setores automotivo, de máquinas industriais e da construção
civil. De acordo com o IBS, o abastecimento do mercado doméstico
continua sendo prioridade para as usinas.
O resultado é o segundo maior recorde
mensal da série histórica, superior aos 3,010 milhões
de toneladas apurados em dezembro do ano passado. O destaque foi a
produção de aços longos, que atingiu o recorde
de 974,2 mil toneladas, com incremento de 11,9%.
No acumulado de janeiro a julho, a
produção chegou a 20,645 milhões de toneladas de
aço bruto, maior recorde para o período, com
crescimento de 7,6%. No mesmo período do ano passado, a
produção foi de 19,195 milhões de toneladas. O
estado de Minas Gerais manteve a liderança do setor no país,
produzindo até julho 7,439 milhões de toneladas, com
36% de participação no total.
Para o mercado interno, foram
vendidos 13,568 milhões de toneladas, o que significa
acréscimo de 18,2% no acumulado até julho. No mês,
as vendas para o mercado interno somaram 2,076 milhões de
toneladas, com expansão de 17,5%, de acordo com dados
fornecidos pelo IBS. As vendas de laminados foram recordes em aços
planos (+ 7,8%) e longos (+32,3%).
As vendas contratadas para o mercado
externo cresceram 29,4% em julho. Segundo o IBS, grande parte desse
aumento pode ser explicada pelas vendas de placas de aço, que
atingiram 466,5 mil toneladas (+158,9%). O IBS informou que ainda não
dispõe de números referentes às exportações
de julho, que envolvem o total de aço embarcado para o
exterior.
No primeiro semestre, as exportações
de aço totalizaram 5,038 milhões de toneladas,
apresentando retração de 10,3% em comparação
com igual período de 2007. Em junho, as exportações
caíram 8,4% em tonelagem, em comparação ao mesmo
mês do ano passado. Em valor, o IBS apurou aumento de 3,2% nas
exportações feitas entre janeiro e junho e de 28,2% em
junho.
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