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Brasília - A soma das riquezas produzidas pelo
agronegócio, em maio, manteve e até melhorou um pouco o
bom ritmo dos meses anteriores, ao registrar crescimento de 1,06% do
Produto Interno Bruto (PIB) e garantir crescimento acumulado de 4,96%
para o PIB do agronegócio de janeiro a maio.
A informação foi
divulgada hoje (26) pelo superintendente técnico da
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
(CNA), Ricardo Cotta Ferreira. Segundo ele, os números mostram
significativa melhora do setor em relação ao ano
passado e indicam que “o agronegócio vai dar boa
colaboração, este ano, para o crescimento da economia
brasileira”.
Ricardo Cotta afirmou, contudo, que
a taxa média de 1% ao mês no crescimento do PIB do
setor, de janeiro a maio, deverá cair no segundo semestre,
ficando em torno de 0,7% ou 0,8% ao mês, a partir de agosto,
uma vez que ele estima manutenção do ritmo anterior
também nos meses de junho e julho.
Segundo o dirigente da CNA, tem
havido crescimento muito equilibrado até aqui, com desempenho
de 4,96% da agricultura e de 4,93% da pecuária. Com base no
último levantamento de safra da Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab), Cotta mostrou que a produção
agrícola de 2008 aumentou 29,5% em relação a
2007, enquanto a CNA projeta expansão de 27,9% na pecuária.
Para ele, o “excepcional”
desempenho dos dois setores permitiu contabilizar o PIB do
agronegócio em R$ 288,64 bilhões nos cinco primeiros
meses do ano, com evolução de 28,9% sobre os R$ 223,88
bilhões registrados em igual período do ano passado.
Embora estime redução
do ritmo do agronegócio nos próximos meses, Ricardo
Cotta acredita que “ainda assim o PIB da agricultura e da pecuária
passe de R$ 600 bilhões no ano”. Ele advertiu, porém,
que “tudo indica que a produtividade será menor em 2009”,
em virtude do menor uso de fertilizantes na safra 2008/2009, por
causa dos altos preços do produto, que aumentaram mais de 120%
nos últimos 12 meses.
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