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Brasília - O diretor-geral do MSN/Hotmail no Brasil,
da Microsoft, Osvaldo Barbosa de Oliveira, manifestou hoje (26) o interesse
do grupo em aprofundar a colaboração com as autoridades em torno do
combate à pedofilia na internet. Ao ouvir a exposição dele sobre o sistema de segurança virtual da empresa, o presidente da
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, do Senado, senador Magno Malta (PR-ES), afirmou que a comissão está
aguardando a quebra do sigilo de 18.500 usuários da internet no Brasil,
identificados por comunicações ilegais. A CPI também pretende pedir à Justiça a quebra do sigilo telefônico dessas pessoas, que devem ser indiciadas por crimes de pedofilia quando forem identificadas. Segundo Malta, entre 6 mil e sete mil pessoas deverão responder criminalmente por usar a rede para praticar esses delitos.
O senador defendeu a instituição permanente de campanhas
públicas, como se faz na área de saúde, alertando a população sobre a
difusão da pedofilia pela internet no Brasil e também sobre o cuidado que
os pais devem com os contatos que os filhos fazem por meio da rede.
O representante da Microsoft no Brasil disse que o MSN
comporta ferramentas capazes de detectar a transmissão de imagens de
crianças veiculadas por pedófilos. Adiantou, entretanto, que quanto às
comunicações habituais de usuários não há quebra do sigilo, com o
monitoramento que é feito.
Os usuários do Messenger, do Hotmail e do
Windows Live Space, segundo ele, assinam termo de conduta para a
utilização desses produtos, oferecidos gratuitamente. Quando são
detectadas comunicações ilegais, elas são suspensas e copiadas para que
fiquem à disposição da Justiça, por meio de pedidos que venham a ser
feitos à Microsoft.
De acordo com Barbosa, o Brasil precisa
avançar no monitoramento da internet, lembrando que nos Estados Unidos
isso é feito com muita eficiência, pois "os americanos odeiam mais a
pedofilia que o próprio narcotráfico".
O senador Malta disse que
é preciso combater a pedofilia , por intermédio de leis rígidas que a CPI vai
propor, sob pena de que, "em 15 anos
tenhamos um contingente enorme de pessoas seriamente lesionadas
emocionalmente, vítimas desse tipo de crime".
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