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Brasília - A Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas
Clandestinas, da Câmara dos Deputados, toma amanhã (27),
a partir das 14h30, o depoimento de Avner Shemesh, dono da agência
de investigação Online Security EG Sistemas de
Segurança Ltda.
Avner é um
ex-agente israelense, cuja empresa de sua propriedade teria atuado
junto com a Kroll em investigações para o banqueiro
Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity.
Em depoimento na CPI,
no dia 13 último, o banqueiro Daniel Dantas disse que a
empresa Kroll foi contratada para investigar se houve alguma
ilegalidade no valor imposto pela Justiça para a compra da
Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT).
Segundo Dantas, na
disputa estavam a Brasil Telecom e a Telecom Itália, sócias
na época, e, para resolver a questão, a Justiça
determinou que a empresa deveria ser vendida por US$ 800 milhões.
Quem venceu a disputa foi a Brasil Telecom, que havia oferecido US$
750 milhões e teve de pagar US$ 50 milhões a mais pela
companhia Rio Grandense de Telecomunicações.
A função
da Kroll era investigar para onde teria ido esse valor pago a mais
pela Brasil Telecom, segundo o banqueiro. "US$ 800 milhões
saíram dos cofres da Brasil Telecom e foram para os cofres da
Telefonica da Espanha, e daí podem ter tido destinos
distintos. A função da Kroll era investigar se esse
dinheiro teria tido um destino ilícito", explicou Dantas.
Ele também
afirmou que a Kroll teria sido contratada em outras ocasiões
pela Telecom Itália. Uma delas foi durante a época da
privatização. Nesse caso a Telecom Itália queria
evitar que o preço que ela iria oferecer na compra de uma
empresa fosse antecipado aos concorrentes.
"De fato a Kroll
prestou esse serviço. A Telecom Itália foi a
contratante, não o consórcio, e quando surgiu o
problema dos grampos, ele não dizia mais respeito à
Telecom Itália, ele não tinha mais nenhuma
materialidade em si", explicou o banqueiro.
* Colaborou Roberta Lopes
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