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26 de Agosto de 2008 - 18h37 - Última modificação em 26 de Agosto de 2008 - 18h37


Petroleiros querem que Estado tenha controle efetivo sobre reservas de petróleo

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Os petroleiros ligados aos sindicatos da Federação Única dos Petroleiros (FUP) querem que o Estado tenha o “controle efetivo” sobre as reservas de petróleo e gás do país e que utilize estas riquezas em benefício da população, fortalecendo a Petrobras.

Essas foram as principais sugestões apontadas pela categoria, em reunião realizada ontem (25), no Rio de Janeiro, e que serão apresentadas ao governo como propostas para o novo marco regulatório do setor petrolífero.

Para a FUP, as riquezas geradas pelo petróleo “devem ser utilizadas em políticas sociais que resgatem as dívidas que o país tem com as populações pobres”.

Em nota, a FUP afirmou que os sindicatos por ela representados “exigem” a suspensão imediata dos leilões de blocos petrolíferos e ameaçam organizar uma greve nacional, caso seja anunciada mais uma rodada de licitação.

“Se for marcado novo leilão de áreas pela ANP, nós vamos à greve para defender o nosso petróleo. O fato é que o Brasil, com o pré-sal, virou um bilhete premiado e essa descoberta nos torna um outro país, que nós ainda não conhecemos”, disse o coordenador-geral da FUP, João Antônio de Morais, em entrevista à Agência Brasil, referindo-se às reservas descobertas na camada do pré-sal.

Ele afirmou ainda que os petroleiros tentarão agendar um encontro com representantes da comissão interministerial, criada no mês passado para estudar as regras de exploração das reservas de petróleo da camada do pré-sal, na Bacia de Santos.

Também foi realizada ontem a primeira reunião do Conselho Deliberativo da FUP, que afirmou ser urgente aprovar legislação que substitua as regras atuais, em vigor desde 1997, com a Lei 9.478. A lei flexibilizou o monopólio do petróleo no país.

A FUP alega que a lei em vigor gera prejuízos ao país e que isso tem sido objeto de denúncia da categoria.

O conselho aprovou também um calendário de lutas para pressionar por sua participação, bem como de toda a sociedade, nas discussões do marco regulatório do setor.

No próximo dia 3, por exemplo, a FUP inicia as atividades, em reuniões com a Executiva Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e com a Coordenação dos Movimentos Sociais. As entidades querem elaborar uma agenda conjunta para as mobilizações a serem realizadas.

No dia 5, quando a FUP lançará a campanha salarial da categoria, haverá uma mobilização pelo novo marco regulatório. “A FUP discutirá também com a CUT e demais centrais sindicais a organização de um grande ato em Brasília, em defesa da soberania nacional e do controle estatal e social das reservas de petróleo e gás”.





 


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