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Brasília - A reforma política
será discutida amanhã (27) à tarde entre o
presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, e os ministros de
Relações Institucionais, José Múcio, e da
Justiça, Tarso Genro. Os dois ministros também vão
se reunir com o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho para
discutir o tema.
Chinaglia disse que
primeiro quer saber se o governo vai mandar ao Congresso uma proposta
de reforma política por meio de projetos de lei ou em forma de
idéias.
“Qualquer proposta
que vier vai ser analisada. Aqui depende muito mais de espaço
de agenda para votação e de costura política”,
disse.
O presidente da Câmara
reafirmou que há outras prioridades de votação
na Casa antes da reforma política "A nossa prioridade
vai ser a alteração no trâmite das medidas
provisórias, a reforma tributária e outros projetos
apresentados pelos líderes. Se houver espaço, não
há nenhum problema em retomarmos a votação da
reforma política".
Chinaglia observou que
se o governo tomar a decisão de organizar sua base para
contribuir, vai ajudar na votação da proposta de
reforma política.
Ainda no primeiro
semestre do ano passado, a Câmara iniciou a votação
de alterações no sistema político do Brasil. Na
ocasião, os deputados rejeitaram o financiamento público
de campanhas proporcionais, o financiamento misto das campanhas, a
lista fechada ou pré-ordenada, as listas mistas, entre outros
pontos que haviam sido aprovados por uma comissão especial da
Câmara, criada para analisar a reforma política.
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