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Brasília - Os
Ministérios Públicos Estadual e Federal em Rondônia
querem anular o leilão e o contrato de concessão para a
Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira. Os dois órgãos
ajuizaram uma ação civil pública ambiental
contra a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama) e o Consórcio Energia Sustentável
do Brasil, que venceu a disputa para a construção da
Usina.
Na
ação, ajuizada no Tribunal Regional Federal da 1ª
Região, o procurador da República Heitor Alves Soares e
a promotora de Justiça Aidee Maria Moser Torquato Luiz
argumentam que as mudanças do projeto anunciadas pelo
consórcio contrariam o edital do leilão, a Lei de
Licitações e a legislação ambiental.
Segundo eles, é preciso realizar um novo licenciamento
ambiental para verificar a viabilidade do novo local e um outro
leilão específico para a nova localização,
para garantir a ampla competição entre os interessados.
A ação
também solicita que o consórcio responsável não
inicie as obras no local anunciado para o empreendimento.
Após
vencer o leilão da Usina de Jirau, o Consórcio Energia
Sustentável do Brasil, composto pelas empresas Suez,
Camargo Corrêa, Eletrosul e Chesf, anunciou mudanças no
projeto original, como a realocação da barragem a 9,2
quilômetros do ponto indicado pelos estudos de viabilidade do
empreendimento.
O Energia
Sustentável informou, por meio de sua assessoria de imprensa,
que vai aguardar a notificação oficial para analisar a
ação e depois emitir algum comentário.
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