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26 de Agosto de 2008 - 16h08 - Última modificação em 26 de Agosto de 2008 - 16h08


Sindicância vai apurar se Cacciola tem privilégio na alimentação em presídio carioca

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro determinou hoje (26) a abertura de sindicância para apurar se o ex-banqueiro Salvatore Cacciola, preso em Bangu 8, tem privilégios na alimentação.

O objetivo é checar denúncias de que ele estaria comendo pratos refinados, incluindo lagosta, e de como o alimento teria chegado a ele fora dos dias de visita. Segundo assessores da secretaria, é permitido à família de qualquer preso, em dias de visita, levar comida.

O advogado de Cacciola, Carlos Ely Eluf, negou que seu cliente coma lagosta na prisão e frisou que ele é alérgico a frutos do mar. “Se ele comer lagosta, vai parar no [Hospital] Miguel Couto. Isso é uma campanha para denegrir sua imagem na opinião pública”, sustentou.

Eluf frisou que Cacciola se alimenta com o mesmo cardápio que os demais presos de sua cela. De acordo com a secretaria, a alimentação de todos os detentos do sistema é composta de arroz, feijão, macarrão e carne.

O ex-banqueiro foi condenado pela prática de crimes financeiros a 13 anos de prisão.



 


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