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Manaus - A coordenadora de Infância e Juventude da Coordenação das
Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) em Rondônia,
Waldeíza Karitiana, defendeu esta semana, em Manaus, a educação
bilíngüe nas escolas de ensino fundamental na região amazônica. Para
ela, os poderes públicos municipal e estadual precisam reforçar essa
modalidade de ensino nas escolas da Amazônia, sob pena de prejudicar a
preservação da cultura indígena no país.
"Acho
que as crianças do ensino infantil deveriam aprender mais sobre as
línguas indígenas. Tem criança indígena que nasce na cidade e que já
não sabe mais falar a língua de seus pais. Manter essas línguas é o
mais importante para preservar a cultura e a tradição de nossos povos",
declarou.
Waldeíza Karitiana participa nesta semana em Manaus da programação desenvolvida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no seminário Articulação da Agenda Criança Amazônia. Ela ressaltou sua preocupação com a violência que
atinge mais de 59 etnias em Rondônia. "Nossos povos estão sofrendo
com a violência física. Tem havido seqüestros de indígenas e muitas
outras situações que deixam nossos povos ameaçados", disse.
Em
toda a Amazônia, há cerca de 9 milhões de crianças e
adolescentes. O percentual representa praticamente 40% da população da
região. Dados da educação, segundo o Unicef, revelam que a Amazônia
ainda registra as menores proporções de crianças em creches e
pré-escolas, 8% e 64,2%, respectivamente. Nessa região, mais de 92,2
mil adolescentes são analfabetos e cerca de 148 mil crianças e
adolescentes, entre 10 e 14 anos, estão fora da escola. As crianças
negras e indígenas estão entre os piores indicadores.
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