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Brasília - Duas em cada três empresas industriais que
concorrem com produtos importados perderam participação
no mercado doméstico por causa da valorização do
real. A constatação é do do boletim Sondagem
Especial, divulgado hoje (27) pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI). Pelo mesmo motivo, diz o boletim,
metade das empresas exportadoras deixou de vender no exterior ou
perdeu participação no mercado internacional nos
últimos 12 meses.
Segundo a CNI, o resultado da sobrevalorização
do real atinge a competitividade tanto em relação ao
tamanho da empresa quanto em termos setoriais. Com o dólar
mais fraco, aumenta o estímulo à compra de
matérias-primas importadas. As empresas de pequeno porte são
as mais prejudicadas, pois estão menos preparadas para a
concorrência, mesmo participando menos da disputa com os
produtos importados.
Entre os setores que mais perderam participação
no mercado interno, a CNI destaca têxteis; calçados;
vestuário e equipamentos hospitalares e de precisão.
Nesses setores, 75% das empresas perderam participação
no mercado doméstico.
A estratégia foi procurar
aumentar a competitividade no mercado interno, reduzindo custos e
aumentando o ganho de produtividade e, de acordo com a CNI, esse é
o foco de 90% das companhias. No caso das pequenas e de médio
porte, uma saída foi reduzir preços e diminuir a margem
de lucro.
A pesquisa da CNI sobre os efeitos
do câmbio nas empresas brasileiras contou com a participação
de 1.564 empresas industriais: 885 pequenas, 458 médias e e
221 grandes empresas. Segundo a confederação, o período
de coleta de informações foi de 26 de julho a 6 de
agosto de 2008.
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