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Brasília - O secretário-executivo
do Ministério da Previdência Social, Carlos Eduardo
Gabas, informou que a decisão de manter o teto da taxa de
juros para o empréstimo consignado a aposentados e
pensionistas, que hoje é de 2,5% ao mês, foi baseada
numa nota técnica do ministério. A manutenção
da taxa foi aprovada hoje (27) durante reunião do Conselho
Nacional da Previdência.
A nota destaca que a
taxa média de juros cobrada pelos bancos é de no máximo
2,45% ao mês para empréstimos para pagamento em 60
meses.
“A taxa média
praticada no mercado é de 2,45% ao mês, e a taxa mínima
é de 2,20%, então não há porque aumentar
a taxa acima de 2,50% ao mês. O governo está seguro de
que não é necessário aumentar essa taxa”,
argumentou.
Contrário à
manutenção da taxa, o representante dos bancos no
conselho, superintendente de Projetos Especiais da Federação
Brasileira de Bancos (Febraban), Jorge Higashino, rebate a decisão
lembrando que há uma instrução normativa do
próprio conselho que afirma que o aumento do teto de crédito
consignado deve ter como base a taxa básica de juros Selic.
“Definimos uma regra
aqui. Temos de cumprir”, disse Higashino, acrescentando que “tabelar [o
teto da taxa de juros] prejudica todo mundo, inclusive os
aposentados, prejudica o sistema financeiro”.
O secretário
rebateu o representante dos bancos afirmando que a instrução
normativa é uma recomendação e não uma
regra.
“Essa reunião
do conselho entendeu que não era conveniente que seja
aumentada a taxa. Isso nunca foi estabelecido como regra automática
pelo conselho”, afirmou.
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