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Brasília - O advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, disse hoje
(27) que os agentes da Força Nacional de Segurança e da Polícia Federal
permanecerão em Roraima no patrulhamento da Terra Indígena Raposa Serra
do Sol até que haja uma decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre
a demarcação em área contínua.
O julgamento começou hoje e foi suspenso
por um pedido de vista do ministro Menezes Direito, após o relator,
ministro Ayres Britto, votar pela manutenção da reserva com 1,7 milhão
de hectares e pela saída de todos os não-índios da área.
“A Força Nacional deve permanecer na área até o deslinde final do
julgamento, para manter paz social naquela localidade e evitar qualquer
tipo de confronto. Há alguns não-índios que resistiram em sair, e o
Supremo suspendeu a retirada deles até o fim dessa ação”, afirmou
Toffoli.
“A União entende que a decisão do STF tem que ser respeitada. Não
é com base em violência ou atentado contra o Estado de Direito que vai
prevalecer essa ou aquelea posição”, acrescentou.
O ministro da AGU também considerou normal o pedido de vista
diante da complexidade do tema e enfatizou que índios ou arrozeiros
que descumprirem a lei serão punidos.
"A questão da paz social não
pode condicionar o julgamento no STF. O tribunal julga de acordo com a Constituição."
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