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Rio de Janeiro - O depoimento do ex-chefe de Polícia do Rio de Janeiro, Álvaro Lins, à Corregedoria de Polícia Unificada, previsto para hoje (27), foi adiado por falta de testemunhas. Dois delegados que iriam prestar esclarecimentos sobre a participação de Lins no esquema de loteamento de delegacias não compareceram. Com isso, o ex-chefe de Polícia permaneceu calado e voltou ao Presídio
de Bangu 8, onde está preso. Para o seu advogado, Hariman Araújo, não
existe qualquer prova que incrimine seu cliente. “Não tem nos autos do processo administrativo nenhum ato concreto
praticado por ele que se possa imputar de ilícito, seja administrativo
ou criminal”, sustentou. Lins chegou à sede da corregedoria, no Centro, no início da tarde, escoltado por policiais e vestindo o uniforme de presidiário, uma camiseta branca e calça azul. Álvaro Lins teve o mandato de deputado estadual cassado e agora pode ser demitido do serviço público. Ele foi preso pela Polícia Federal em 29 de maio passado, durante a Operação Segurança Pública S/A, mas como ainda era deputado foi solto.
Depois da cassação, no dia 15 deste mês, ele teve a prisão preventiva decretada no dia 16 e se entregou na sede da Polícia Interestadual e de Capturas (Polinter), na zona portuária do Rio de Janeiro, três dias depois. Da Polinter, ele foi encaminhado para o
presídio de segurança máxima Bangu 8, no
complexo de Gericinó
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