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27 de Agosto de 2008 - 10h29 - Última modificação em 27 de Agosto de 2008 - 10h41


Advogado de senadores diz que reserva indígena foi demarcada com falhas grosseiras

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O advogado Antônio Guimarães, contratado pelos senadores Augusto Botelho (PT-RR) e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), autores da ação que contesta a demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol em área contínua, em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF ), iniciou a sustentação oral das partes interessadas.
 
Guimarães argumentou que a demarcação da reserva de forma contínua foi marcada por uma série de “ilegalidades e falhas grosseiras” na confecção do laudo antropológico.
 
“Um técnico agrícola que nunca participou do processo de demarcação nem esteve na área é citado como tal [no relatório sobre o laudo antropológico]. A base do decreto de homologação é imprestável. Essa demarcação jamais poderia ser contínua. Reunir tribos numa mesma base territorial abre as portas para as novas divergências”, afirmou Guimarães.
 
Conforme o advogado, a ação proposta pelos senadores, em defesa da anulação da  demarcação homologada pelo governo federal em abril de 2005, visa a  “garantir a soberania do país, a integralidade do pacto federativo e preservação das etnias indígenas”.

Neste momento faz a sustentação oral pelo governo de Roraima o ex-ministro do STF Francisco Rezek.



 

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