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Brasília - O ministro da Previdência, José Pimentel, quer que o Senado vote
ainda este ano o projeto da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que
pode trazer para a formalidade mais de 10 milhões de micro e
pequenos empresários como feirantes, borracheiros,
pipoqueiros, manicures, costureiras, entre outros.
Pimentel, autor do projeto, conversou hoje
(27) com o presidente da Casa, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), sobre
a possibilidade da matéria ser colocada de imediato para
votação em plenário, sem a necessidade de passar
pelo trâmite das comissões temáticas.
De acordo com o
ministro, o último levantamento do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Nacional por
Amostragem de Domicílio (PNAD), com dados de 2006, aponta 10
milhões de pequenos empresários no país. Agora
ele acredita que esse número pode chegar a cerca de 15 milhões
que podem ser beneficiados com a aprovação do projeto.
Segundo o ministro, a
proposta é consenso tanto na base aliada como na oposição.
Por isso, ele disse que o presidente do Senado se comprometeu a
submeter o assunto ao Colégio de Líderes, que decidirá
se aceita ou não que a matéria tenha sua tramitação
acelerada na Casa.
"Esse público
não tem cobertura previdenciária, e por isso o grande
interesse do governo federal [na aprovação da
matéria]", afirmou.
Se aprovado o projeto
da Lei geral da Micro e Pequena Empresa, a partir do próximo
ano os trabalhadores que atuam em pequenos negócios informais,
com faturamento anual de até R$ 36 mil, poderão receber
os benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
com uma contribuição mensal de apenas R$ 55,65.
Desde que o trabalhador
tenha a idade mínima prevista em lei, poderá pedir sua
aposentadoria em 15 anos de contribuição.
O projeto de lei já
foi aprovada na Câmara dos Deputados, que aprovou uma emenda
que simplifica a concessão dos beneficiários aos
contribuintes da Previdência Social. De acordo com o ministro,
o benefício será concedido de imediato no guichê
dos postos de atendimento do órgão.
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