|
Brasília - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, entregou
hoje (27) ao presidente do Congresso, senador Garibaldi Alves Filho
(PMDB-RN), a proposta orçamentária para 2009. Nela, está previsto um volume
de investimentos de R$ 50 bilhões, sendo R$ 21,9 bilhões destinados ao
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Paulo Bernardo disse que os investimentos em
educação terão aumento de 40%, além das despesas obrigatórias, que serão
destinadas à expansão do ensino público nas universidades e nas escolas
técnicas. O salário mínimo ficará em R$ 453,67, como já aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
O orçamento ainda prevê um superávit primário de 3,8%
do Produto Interno Bruto (PIB) com a possibilidade de aumento de 0,5%
do esforço fiscal para o Fundo Soberano. “Queremos fazer esse esforço
adicional”, disse Paulo Bernardo. “O Fundo ainda não existe formalmente
porque ainda não foi aprovado pelo Congresso. Se aprovado, autorizará o
Executivo a aumentar o esforço nesse montante”, explicou.
A peça orçamentária, segundo o ministro, não conta
com investimentos para a exploração da camada pré-sal de petróleo. “A
Petrobras está fazendo planejamento adicional para resolver isso, mas
não se reflete ainda na proposta”, disse Paulo Bernardo.
O ministro explicou ainda sobre outro
projeto enviado ao Congresso que faz alterações no orçamento de 2008
para a criação de 76 mil novos cargos públicos. Desses, 60 mil são
destinados à educação. O governo encaminhou proposta para adequar os
novos cargos ao Orçamento, uma vez que o Congresso já havia aprovado a
criação deles, mas havia retirado da proposta o escalonamento até 2010
nas contratações.
De acordo com Paulo Bernardo, as contratações não são
imediatas e o governo vai respeitar o seu cronograma de contratação
dividindo a admissão em três anos. Para este ano, serão 14 mil.
O ministro ainda rebateu as críticas da oposição sobre o
excesso na criação desses novos cargos. Ele disse que os cargos passaram
por aprovação no Congresso Nacional, com o apoio da própria oposição.
“Nesse caso, se o governo é irresponsável, a oposição também é, porque
não deveria ter votado. Eles não apenas votaram como elogiaram o
projeto. Foi unânime. Eles têm de sair do armário e dizer o que estão
querendo claramente: achamos errado e votamos contra. Agora, votar a
favor, aplaudir, fazer média e depois dizer que é contra não pode ser
desse jeito. Ou então diga que está fazendo demagogia”, reagiu.
|
|