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Brasília -
O presidente da
Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel),
Ronaldo Sardenberg, disse hoje (29) que a aprovação
do nome de Emília Ribeiro para o Conselho Diretor da
agência pode agilizar a votação das mudanças
no Plano Geral de Outorgas (PGO). Segundo ele, a formação
do Conselho com cinco integrantes facilita a apreciação
das matérias.
“Eu sempre indiquei que é melhor ter
cinco conselheiros do que quatro, porque fica mais fácil
trabalhar. Com quatro conselheiros, fica difícil chegar a um
consenso”, afirmou.
A revisão do PGO foi proposta para eliminar
dispositivos ultrapassados e para flexibilizar a possibilidade de
aquisições entre as empresas do setor. Sem as
alterações,
fusões como a das empresas Brasil Telecom e Oi, por exemplo,
não são possíveis, já que atualmente não
é permitido que uma empresa atue em mais de uma área no
país.
Sardenberg também respondeu às
críticas do ministro das Comunicações, Hélio
Costa, feitas à imprensa, em relação à
exigência prevista no PGO para que as operadoras de
telecomunicações
criem uma nova empresa para os serviços de banda larga.
Segundo o presidente da Anatel, o ministro tem liberdade para
questionar a proposta.
“Na Anatel, ninguém contestou o direito
do ministro Hélio Costa de apreciar a proposta da Anatel, o
que seria um contra-senso. O ministro tem toda a liberdade,
legalmente falando, para introduzir as modificações que
achar adequadas, para aceitar na íntegra, se for o caso, ou
para rejeitar na íntegra também”, disse. Ele lembrou
que a proposta da Anatel ainda será analisada pelo Ministério
das Comunicações e pela Presidência da República.
Segundo Sardenberg, a Anatel deverá
apreciar as mudanças no PGO até o início de
outubro.
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