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29 de Agosto de 2008 - 17h46 -
Última modificação
em 29 de Agosto de 2008 - 17h46
Ministro afirma que redução do desmatamento na Amazônia ainda não é suficiente
Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil
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Valter Campanato/ABr
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Brasília - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fala sobre a venda dos " bois piratas" e a destruição de 80 carvoarias no Nordeste
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Brasília - O
ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou hoje (29) que, apesar
da queda do índice de desmatamento na Amazônia Legal no
mês de julho em relação ao mês de junho,
ainda não há motivo para comemorar.
“Não
estamos contentes. O desmatamento tem de cair mais ainda e as
condições de desenvolvimento sustentável tem de
melhorar”, disse.
O
índice foi divulgado hoje de manhã pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). No
mês de julho a área desmatada foi de 323 quilômetros
quadrados, o que representa
uma redução de cerca de 60% em relação ao
mês de junho, quando 827 quilômetros quadrados foram
devastados.
De
acordo com o ministro, o principal fator que provocou esta queda foi o
aumento da fiscalização pelo Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama).
“Dobrou
a intensidade da fiscalização do Ibama, entrou em vigor
a resolução do Banco Central que tirou o crédito
dos desmatadores ilegais. Esses fatores em conjunto levaram a uma
queda dos desmatamento”, explicou.
Minc
afirmou que, no ano passado, o Ibama tinha 20 equipes para fazer a
fiscalização na região. Este ano, o
número aumentou para 40. A Amazônia Legal – que inclui
os estados do Acre, Amapá, Pará, Amazonas, de Mato
Grosso, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do Maranhão
– tem 5.217.423 quilômetros quadrados.
O ministro voltou a negar a possibilidade de o governo apresentar uma proposta que aumente a área
cultivada pela cana-de-açúcar no Pantanal matogrossense.
“Hoje
nós plantamos 7 milhões de hectares de cana-de-açúcar.
Nós queremos um etanol verde, que não seja boicotado lá
fora porque destrói a Amazônia ou destrói o
Pantanal”, argumentou.
A
preocupação de Minc diz respeito à possível criação de barreiras para a exportação do etanol com o argumento de que o Brasil estaria desmatando áreas de preservação para ampliar a área de plantio de cana.
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