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31 de Agosto de 2008 - 13h31 - Última modificação em 31 de Agosto de 2008 - 16h17


Atividades no centro de Aramar são ambientalmente seguras, garante químico

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

 
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Valter Campanato/ABr
São Paulo - Instalações do Centro Experimental de Aramar, na cidade de Iperó, a cerca de 130 quilômetros da capital paulista, local onde a Marinha desenvolve seu programa nuclear
São Paulo - Instalações do Centro Experimental de Aramar, na cidade de Iperó, a cerca de 130 quilômetros da capital paulista, local onde a Marinha desenvolve seu programa nuclear
Brasília - Nos 22 anos em que a Marinha vem desenvolvendo seu programa nuclear, no Centro Experimental de Aramar (CEA), instalado na cidade de Iperó, a cerca de 130 quilômetros da capital paulista, as condições ambientais da região não sofreram qualquer alteração significativa. A garantia é do químico Marcelo Sartoratto, um dos responsáveis pelo Laboratório Rádioecológico do CEA.

“Temos 20 anos de monitoração e não existem alterações significativas que alguém possa dizer que tenham sido causadas pelas atividades do centro”, afirmou Sartoratto à Agência Brasil.

De acordo com o químico, todo o efluente líquido é tratado no próprio local antes de ser descartado no Rio Ipanema. Já os dejetos que contenham resíduos radioativos, como, por exemplo, luvas, são acondicionados em tambores e guardados em locais específicos.

“Antigamente, morria um peixe a 200 quilômetros daqui e as pessoas achavam que a responsabilidade era nossa, mesmo que o curso do rio venha de lá para cá. Hoje não. Hoje a comunidade já aceita nosso trabalho”, diz Sartoratto.

O químico explica que há cerca de 120 pontos de coleta de amostras de solo, água e vegetação distribuídos por um raio de 20 quilômetros de área sob influência das atividades do CEA.

De acordo com Sartoratto, os resultados das análises laboratoriais dessas amostras são frequentemente comparadas com os dados do relatório elaborado por técnicos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cenen) antes que o CEA começasse a operar, em 1986.

“Montamos um relatório que os órgãos de fiscalização comparam com as condições originais. Através disso podemos garantir que nossa atividade está sendo feita com segurança e sem agredir o meio ambiente”, afirma Sartoratto.

De acordo com ele, os técnicos da Cenen visitam o local anualmente para coletar amostras de alguns dos 120 pontos. Essas amostras são então comparadas aos resultados divulgados pelo laboratório.

A maior prova de que as operações do CEA não afetam o meio ambiente, segundo o químico, é que a água utilizada para consumo do pessoal que trabalha no centro é captada após o ponto onde os efluentes líquidos do CEA são jogados no rio.

“Isso é uma garantia a mais de que não jogamos nada que prejudique a qualidade da água”, afirma.

Mesmo garantindo a eficiência dos programas de controle ambiental do CEA, Sartoratto diz que as análises laboratoriais feitas pelo Laboratório Rádio-Ecológico às vezes fazem soar o alerta. Mas segundo ele, quase sempre a razão não são as atividades militares.

“Existem outras indústrias na região e em alguns momentos nós constatamos uma concentração alta de poluentes. Checando o que estava acontecendo, constatamos que o ponto onde aquela amostra havia sido coletada ficava perto de um curtume que estava jogando seus dejetos sem qualquer tratamento no rio”, explica o químico.

 


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