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Brasília - Na
busca pela reeleição, José Fogaça (PMDB)
aposta na experiência como prefeito, ex-senador por dois
mandatos, ex-deputado federal e estadual para continuar por mais
quatro anos na administração de Porto Alegre. Ele
acredita que sua atual gestão lhe credencia para continuar no
cargo.
Fogaça prometeu ampliar o programa Cidade Escola, as equipes do
Saúde da Família, investir em um conjunto de
intervenções viárias para melhorar o trânsito
de Porto Alegre e dar atenção à segurança
comunitária, como forma de combater a violência.
Encerrando
a série de entrevistas com os candidatos à prefeitura
de Porto Alegre, José Fogaça, que lidera a coligação
Cidade Melhor, Futuro Melhor (PMDB–PTB–PSDC–PDT) é
o entrevistado de hoje (31) da série de matérias
especiais da Agência Brasil.
Na
educação, Fogaça contestou a queda na qualidade
de ensino dos alunos porto-alegrenses apontada pela nota do Índice
de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb),
que foi de 3,3 na capital. “É preciso esclarecer que a
avaliação só existe a partir de 2005. Nos anos
anteriores ao nosso governo, Porto Alegre nunca se submeteu a exames,
nunca quis se submeter a esse tipo de avaliação. A
partir de 2005, contando com 2007, houve uma considerável
melhoria, uma considerável evolução. Dentro do
que o Ministério da Educação havia previsto para
2005 a 2007, já atingimos os índices de 2009”.
Ele
prometeu também implantar tempo integral em toda a ede municipal
de ensino com o programa Cidade Escola. “O programa Cidade Escola
está dando certo. As crianças permanecem na escola no
contra-turno, recebendo educação esportiva,
cultural, científica, aportes na formação
técnica. Estamos investindo maciçamente para que a educação
integral possa ser ampliada para todas as escolas da rede municipal”,
disse Fogaça, acrescentando que 11 escolas já adotam o
modelo.
Na
saúde, o peemedebista pretende dar continuidade ao trabalho que vem desenvolvendo na atual administração. Segundo
ele, havia 34 equipes do programa Saúde da Família e
hoje são 90. “Nosso projeto é expandir ainda mais
para chegarmos, nos próximos quatro anos, a 200 equipes do
programa Saúde da Família em Porto Alegre”.
Ele
afirmou ainda que vai modernizar todo o sistema de saúde,
implementando o telemedicina. “As mulheres podem fazer ecografia em
um posto de saúde a 30 quilômetros do centro.
Atualmente, são atendidas 140 por dia. O sistema telemedicina
está acelerando, melhorando a qualidade dos serviços de
saúde, principalmente, às gestantes na cidade”,
disse.
“Todo
o conjunto estratégico de ações na área
da saúde vai ser totalmente informatizado. A fase de
adaptação dos softwares já está sendo
desenvolvida”, completou.
Na
segurança pública, Fogaça admite que a
administração municipal é impedida legal e
judicialmente de atuar. Entretanto, ele garante que vai atuar na
segurança dos parques municipais e estimular a segurança
comunitária. “Sofri sérias restrições
por iniciativa do Ministério Público e do Poder
Judiciário, mas isso não nos impediu de criar o
programa Vizinhança Segura, que é o patrulhamento dos
parques. Enquanto nossos guardas circulam por essas áreas e no
entorno delas, estão produzindo um efeito de segurança”.
Outra
estratégia é a ampliação dos comitês
locais de segurança e de fóruns de Justiça. “Se
um vizinho não conhece o outro, ambos estão mais
vulneráveis. São ações paralelas de
cooperação com o governo estadual, como o gabinete
integrado da gestão de segurança pública, que
trabalha conjuntamente com a Secretaria de Segurança
Pública”.
Em
relação ao transporte público, o programa de
governo do candidato se divide em
dois vetores: investimento na melhoria das condições
viárias e no transporte público. “Primeiro,
a construção do metrô, que custa R$ 2,5
bilhões, e que só poderá ser feito
quando o governo federal decidir transferir os recursos. Em segundo
lugar, estamos preparando o programa Portais da Cidade, que cria um
sistema rápido de transporte, tirando muitos ônibus do centro, que saem com poucos passageiros”, argumentou Fogaça.
Segundo
ele, o programa consistirá na criação de uma
linha circular no centro, “extremamente rápida”, com
intervalo de um minuto entre cada ônibus, que permitirá
o equilíbrio do transporte público na capital. Além
disso, ele prometeu a construção de 450 quilômetros de
ciclovias por toda a cidade.
José Fogaça prometeu ainda transformar Porto Alegre em um canteiro
de obras viárias com a construção de viadutos,
túneis e outras pequenas intervenções. “O
viaduto da Avenida Bento Gonçalves com a Terceira Perimetral
deverá custar em torno de R$ 15 milhões”.
Segundo
Fogaça, a habitação social continuará
sendo prioridade em uma nova gestão. De acordo com ele, nos
últimos quatro anos, a capital gaúcha ganhou cerca de
10 mil casas populares. Ele promete manter esse mesmo “ritmo de construções”.
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