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30 de Agosto de 2008 - 10h14 - Última modificação em 1 de Setembro de 2008 - 09h21


Ministro diz que rede de proteção social deve resolver problemas de obras do PAC

Mariana Jungmann e Ivanir José Bortot
Repórteres da Agência Brasil

 
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Elza Fiuza/ABr
Brasília - O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, diz, em entrevista à Agência Brasil, que é preciso  construir
Brasília - O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, diz, em entrevista à Agência Brasil, que é preciso construir "o estado do bem-estar social" usando a experiência dos países mais desenvolvidos
Brasília - O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, garantiu que obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)  não vão prejudicar o desenvolvimento social nos municípios em que ocorrerem. Alguns ativistas de direitos humanos apontam que grandes obras, como as das Usinas de Jirau e Santo Antônio, que movimentam contingentes de trabalhadores migrantes, acabam provocando o aumento da exploração sexual e de desempregados quando terminam.

Segundo o ministro, programas de transferência de renda como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (que transfere um salário mínimo para pessoas de baixa renda com mais de 65 anos ou deficiência física), o fortalecimento da agricultura familiar e os Centro de Referência em Assistência Social (Cras) já estão consolidados e devem dar suporte nessas situações de risco social.

“Com isso, estamos consolidando uma rede de proteção social para acompanhar essa situações. Mas precisamos fazer investimentos mais permanentes, de modo a dar emprego, profissionalização e segurança social para essas pessoas depois que aquela obra acabar”, afirmou.

Patrus Ananias acha que é possível equacionar o desenvolvimento energético do país com a sustentabilidade ambiental.

“É um processo, não há uma solução pronta e acabada, mas, pela primeira vez, estamos buscando conciliar. O país precisa desenvolver e as pessoas que estão entrando agora no consumo querem ter geladeira, casa, carro, transporte coletivo, etc. Agora, nós precisamos crescer dentro das normas legais ambientais”, defendeu.

 


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