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29 de Agosto de 2008 - 19h14 - Última modificação em 29 de Agosto de 2008 - 19h14


Senasp admite fraude em sistema de dados, mas promete maior segurança

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça, admitiu hoje (29) que senhas de acesso ao Infoseg, sistema que interliga informações de todos os órgãos de segurança do país, foram e continuam sendo vendidas indevidamente por pessoas que operam o banco de dados.

As senhas permitem acesso a informações pessoais como CPF ou número de conta bancária, que podem ser usadas por quadrilhas para fins escusos. A venda de senhas no centro de São Paulo por aproximadamente R$ 2.000 foi denunciada em matéria veiculada pelo SBT.

“São graves com certeza [as denúncias]. Sabemos isso desde abril. Pedi uma investigação e descobrimos que havia vazamento de senhas. Tomamos atitudes sanadoras. Investigamos os prováveis maus usos e cassamos mais de 5 mil senhas do sistema Infoseg. Acionamos as polícias estaduais, descobrimos quadrilhas e prendemos mais de 50 pessoas”, afirmou o secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, em entrevista à TV Brasil.

Segundo Balestreri, o governo investiu R$ 6,5 milhões para renovar a segurança do sistema com dispositivos aprimorados de certificação digital. O Infoseg tem cerca de 107 mil usuários e média de 112 mil consultas diárias. O novo padrão de segurança estará implantado a partir de 23 de setembro.

“Não se desarticula uma rede criminosa do dia para a noite. Em 107 mil pessoas, infelizmente, algumas poderão ser corruptas e foram, na medida em que venderam as senhas. O que nos cabe é criar mais dificuldades para isso ocorrer, mas não nos cabe deixar o sistema sem funcionamento, pois ele ajuda na redução da criminalidade”, argumentou Balestreri

O secretário informou que, mesmo de posse das senhas, não é possível fazer movimentação, acréscimos ou supressões nas fichas cadastrais. As informações são consultadas pelas forças de segurança para identificar se uma pessoa suspeita ou abordada “tem ficha policial ou já acumulou outras demandas negativas”.

Para Balestreri, a veiculação de matéria com as denúncias, durante esta semana, atrapalhou as investigações em curso pela Polícia Federal, já que “as quadrilhas estarão alertadas”.



 


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