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Brasília - A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp),
vinculada ao Ministério da Justiça, admitiu hoje (29) que
senhas de acesso ao Infoseg, sistema que interliga informações de todos os órgãos de segurança do país,
foram e continuam sendo vendidas indevidamente por pessoas que operam o banco de dados.
As senhas permitem acesso a informações pessoais como CPF ou número de conta bancária,
que podem ser usadas por quadrilhas para fins escusos. A venda de
senhas no centro de São Paulo por aproximadamente R$ 2.000 foi denunciada em matéria veiculada pelo SBT.
“São graves com certeza [as denúncias].
Sabemos isso desde abril. Pedi uma investigação e
descobrimos que havia vazamento de senhas. Tomamos atitudes
sanadoras. Investigamos os prováveis maus usos e cassamos mais
de 5 mil senhas do sistema Infoseg. Acionamos as polícias
estaduais, descobrimos quadrilhas e prendemos mais de 50 pessoas”,
afirmou o secretário nacional de Segurança Pública,
Ricardo Balestreri, em entrevista à TV Brasil.
Segundo Balestreri, o governo investiu R$ 6,5
milhões para renovar a segurança do sistema
com dispositivos aprimorados de certificação digital.
O Infoseg tem cerca de 107 mil usuários e média de 112
mil consultas diárias. O novo padrão de segurança
estará implantado a partir de 23 de setembro.
“Não se desarticula uma rede criminosa do
dia para a noite. Em 107 mil pessoas, infelizmente, algumas poderão
ser corruptas e foram, na medida em que venderam as senhas. O que nos
cabe é criar mais dificuldades para isso ocorrer, mas não
nos cabe deixar o sistema sem funcionamento, pois ele ajuda na
redução da criminalidade”, argumentou Balestreri
O secretário informou que, mesmo de posse
das senhas, não é possível fazer movimentação,
acréscimos ou supressões nas fichas cadastrais. As
informações são consultadas pelas forças
de segurança para identificar se uma pessoa suspeita ou
abordada “tem ficha policial ou já acumulou outras demandas
negativas”.
Para Balestreri, a veiculação de matéria com as denúncias, durante esta semana, atrapalhou as investigações em curso pela Polícia
Federal, já que “as quadrilhas estarão alertadas”.
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