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29 de Agosto de 2008 - 12h36 - Última modificação em 29 de Agosto de 2008 - 12h48


PF prende 11 pessoas ligadas à milícia por crimes eleitorais no Rio

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (29) a Operação Voto Livre para prender 22 duas pessoas ligadas à milícia Liga da Justiça por crimes eleitorais. Entre os presos está a filha do vereador Jerominho (PMDB), Carmen Glória Guimarães, a Carminha, candidata a vereadora. As prisões foram pedidas pelo Ministério Público Eleitoral ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Eles foram indiciados por formação de quadrilha armada, tentativa de homicídio e formação de curral eleitoral, crime previsto no Artigo 301 do Código Eleitoral. O irmão de Carminha, Luciano Guimarães, que já é procurado pela Polícia Civil, agora também passa a ser alvo da PF.

De acordo com o superintendente da Polícia Federal no Rio, delegado Valtinho Caetano, até o final da manhã já haviam sido presos 11 suspeitos. Todos devem seguir ainda hoje para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná, a bordo de um avião da PF.

“Iniciamos investigações há cerca de 90 dias. Tínhamos informação de que haveria candidatos coagindo eleitores em determinadas áreas, incluindo a Carminha Gerominho. Ela usava pessoal da milícia conhecida como Liga da Justiça, composta em sua maioria por PMs”, disse Caetano.

Entre os 22 indiciados, 13 são policiais militares. O delegado afirmou que Carminha foi presa porque estava se beneficiando da influência da milícia sobre eleitores, principalmente na zona oeste da cidade, nas Favelas do Batan, Barbante e Carobinha. A PF investiga duas tentativas de homicídio contra pessoas que se negaram a ceder espaços para colocar cartazes da candidata em seus imóveis e outras que tiveram de deixar suas casas por não a apoiarem.

Entre os presos, está um comerciante de gás que forçava a venda do produto por um preço superior ao praticado no mercado a fim de gerar recursos para a campanha de Carminha, segundo o delegado Valtinho Caetano.

Segundo lista divulgada pelo Ministério Público Eleitoral, tiveram prisão temporária expedida por 30 dias: Carmem Glória Guimarães, Luciano Guimarães, Fábio Pereira de Oliveira, Ivilsor Umbelino de Lima, Julio César Ferraz, Flávio Mendes Augusto, Expedito Pereira Marques,  Alexandre de Souza Pereira, Carlos Henrique Ramos, Marco Antonio dos Santos Lopes, Moises Pereira Maia Júnior, Toni Angelo Souza Aguiar, Ricardo Carvalho Santos, Airton Padrilha de Menezes, Alonso dos Santos Holanda, Alexandre Bira, policial militar Kennedy, Marciel Paiva de Souza, Luciano Sabino da Silva, e Tiago, conhecido por Toni; Guilherme de Bem Berndinelli e Paulo César de Carvalho.



A matéria foi ampliada para acréscimo de informações.
 


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