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José Cruz/ABr
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Brasília - Cláudio Antônio Rocha recebe vacina contra a rubéola no posto de saúde improvisado no Parque Olhos d'Água
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Brasília - A coordenadora do
Programa Nacional de Imunização do Ministério da
Saúde, Marília Bulhões, chamou hoje (30) a atenção
para a necessidade de os homens tomarem a vacina contra a rubéola. No ano passado, dos 8.683 casos
da doença registrados no país, 70% eram pacientes do sexo masculino. Desde o dia 9 de agosto, o governo iniciou campanha para
imunizar jovens e adultos de 20 a 39 anos.
“A circulação
do vírus vai continuar se não conseguirmos impacto na
população masculina”, disse Marília, em entrevista ao programa
Revista Brasil, da Rádio Nacional. A idéia é que
eles não transmitam o vírus para grávidas. A
rubéola pode causar má-formação do feto,
cegueira, surdez, retardo mental ou problemas cardíacos no
bebê.A vacina é,
inclusive, contra-indicada para gestantes, pacientes em tratamento
quimioterápico, que usam corticóide ou que tenham passado por um
transplante de medula óssea há menos de dois anos.
Até o momento, a
participação feminina tem superado a masculina. Segundo
o último levantamento do ministério, divulgado ontem
(29), 36,3 milhões de brasileiros se vacinaram, sendo 20,2
milhões de mulheres e 16,2 milhões de homens. A meta do
ministério é imunizar 70 milhões de pessoas.
Hoje, os postos de saúde voltaram a abrir as portas para intensificar a campanha contra a rubéola, que termina no dia 12 de setembro. As unidades ficam abertas até as 17h.
Bulhões alertou
que quem já tomou a vacina em outra ocasião pode tomar outra dose agora “Todos
devem se vacinar estando na faixa etária-alvo. Nenhuma
vacinação tem 100% de proteção. Então, às vezes, a pessoa é vacinada, mas não consegue
a proteção”, explicou.
Além dos
servidores da rede pública, voluntários ajudam na
campanha de hoje, como as estudantes de enfermagem Elaine dos Santos
Silva, Rosana Benício Matos e Josilene Marques Cabral. Para
chamar a atenção de motoristas e pedestres, as
voluntárias estavam com faixas indicando o posto de vacinação
em uma parada de ônibus em Brasília. Quem passava pelo local, era abordado pelas estudantes que insistiam para que fosse ao posto, que ficava atrás da
parada. As equipes montaram também postos volantes em parques, pontos turísticos, supermercados, feiras e shoppings da cidade.
Nos estados de Mato
Grosso, do Maranhão, do Rio Grande do Norte, do Rio de Janeiro
e de Minas Gerais, a faixa etária de vacinação
vai de 12 a 39 anos.
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