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José Cruz/ABr
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Brasília - Pedro, João e André Braga visitam a 27ª Feira do Livro, levados pelos pais que buscam incentivar o hábito da leitura desde cedo
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Brasília - Cerca de 500 mil
pessoas devem visitar a 27ª Feira do Livro, em Brasília.
São cerca 400 mil títulos, além de
apresentações musicais e teatrais, “contação
de histórias”, palestras e miniconferências sobre
temas de destaque deste ano – os 100 anos da morte do escritor
Machado de Assis, 20 anos do falecimento do sindicalista e
ambientalista Chico Mendes, entre outros assuntos. A feira começou no último dia 29 e vai até 7 de setembro.
O homenageado deste ano
é o poeta Thiago de Melo, de 82 anos, representando
a defesa da qualidade de vida dos povos da floresta amazônica,
segundo o produtor executivo da feira, Thelmo Martins.
“A proposta é
fazer com que as pessoas tenham acesso ao livro, ao leitor, ao autor.
A idéia é democratizar o acesso à cultura,
aproximando a linguagem literária das demais linguagens
artísticas como a música e o teatro”, disse Martins.
De acordo com ele,
a vendas de livros crescem em cerca de 10% a cada ano de realização
do evento. Neste ano, são 106 expositores. Segundo Martins, o evento pretende aumentar o número de leitores e
não ter apenas uma perspectiva comercial. “Todas as
atividades são gratuitas. A idéia é levar o
público a conhecer autores como Ziraldo, por exemplo”,
disse.
O servidor público
Ricardo de João Braga, 34 anos, visitou a Feira do Livro com a mulher, os filhos e amigos. Para ele, visitar a
feira é uma forma de estimular os filhos a ler. “É
importante que essa criançada tenha mais oportunidade de
cultura do que se teve antes. É isso que forma realmente o
país, são as pessoas, como diria Monteiro Lobato”,
afirmou. Ele reclamou, no entanto, da mudança no horário
da programação de contação de histórias,
que seria realizada com uma hora de atraso.
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