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Rio de Janeiro - Mulher em canteiros de
obras, pouco a pouco, vai se tornando uma realidade no Rio de
Janeiro. Desde 2007, o projeto Mão na Massa – Mulheres na
Construção Civil vem qualificando mulheres de baixa
renda nas atividades de carpintaria, pedreira e pintora.
A aula inaugural do
terceiro curso aconteceu na manhã de hoje (1) com a presença
da ministra Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de
Políticas para Mulheres, convidada para ser a madrinha da
turma com 50 alunas.
“Um projeto como esse
amplia a autonomia econômica das mulheres e trabalha com a
igualdade de oportunidades no mercado de trabalho. Rompe com a
questão dos mitos de que as mulheres podem ou não podem
fazer determinados tipos de trabalho. Elas estão entrando em
um nicho de mercado tradicionalmente ocupado pelos homens e sendo
muito bem aceitas”, afirmou a ministra na aula inaugural.
A ministra assumiu o
compromisso de viabilizar a criação de uma cooperativa,
solicitação feita pelos coordenadores do projeto.
Também se comprometeu a ampliar o projeto para todo o estado
do Rio de Janeiro, junto com os parceiros.
Nilcéia Freire
anunciou ainda que pretende construir um prédio apenas por
mulheres, para que seja um centro de referência para atender as
mulheres vítimas de violência.
Das 100 formadas desde
a criação do projeto, 33 já estão
empregadas em obras do PAC de Manguinhos, PAC do Alemão, da
Construtora Brascan e Lopez Engenharia e das empresas Cofix e
Estratégica.
A idealizadora do
projeto, Deise Gravina, ressaltou que além do setor de
construção civil estar em franca expansão e de
haver déficit de mão-de-obra qualificada na área,
a mulher ainda apresenta um diferencial por ser mais cuidadosa com a
limpeza e a organização do espaço.
O preconceito existe,
mas segundo Deise, por pouco tempo. “Nós temos uma
mulher, que quando chegou na obra, o responsável, desconfiado,
falou nunca ter visto essa história de mulher em obra. Duas
semanas depois, ele disse que ela era sua melhor funcionária
de obra”, contou.
O projeto é
promovido pela Federação de Instituições
Beneficentes (FIB-RJ) com o apoio da Petrobras, Eletrobrás e
do Abrigo Maria Imaculada e a parceria do Sistema Firjan, do Serviço
Nacional da Indústria (Senai) e do Serviço Social da
Indústria da Construção Civil.
São quatro meses
de aulas teóricas e práticas com profissionais da área,
e as alunas recebem auxílio financeiro e social.
Ao final do curso, as
mulheres recebem um diploma de meio-oficial em canteiros de obra.
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