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Rio de Janeiro - O objetivo da campanha de Antonio Carlos, candidato do PCO à prefeitura do Rio, é convocar a população a reivindicar um governo dos trabalhadores, que atenda aos seus direitos fundamentais, como saúde, educação e transporte. Antonio Carlos afirmou que não pretende iludir os eleitores, como outros candidatos, de que as eleições são capazes de mudar a cidade.
Na série de entrevistas com todos os candidatos à prefeitura do Rio, amanhã (5) será a vez de Chico Alencar (PSOL), seguindo-se, no sábado (6), Eduardo Paes (PMDB); Eduado Serra (PCB), no domingo (7), além de, no dia 8, Fernando Gabeira (PV); 9, Filipe Pereira (PSC); 10, Jandira Feghali (PCdoB); 11, Marcelo Crivella (PRB); 12, Paulo Ramos (PDT); 13, Solange Amaral (DEM): e dia 14 (um domingo), Vinícius Cordeiro (PTdoB).
Para Antonio Carlos, a única força realmente transformadora é a própria mobilização popular, principalmente contra a “repressão” aos pobres, favelados e operários. Ele disse que vai chamar a população a seguir o exemplo dos operários e das mães dos jovens do Morro da Providência, no centro do Rio, que morreram ao ser entregues por militares a traficantes do Morro da Mineira.
Em relação à educação, Antonio Carlos acredita que o problema central seja a falta de investimentos adequados. Ele pretende expandir os investimentos na educação, ao cortar os gastos com pagamento de juros de dívidas, que, na sua opinião, consomem cerca de 40% do orçamento público. Com esses investimentos, Antonio Carlos disse que vai promover a valorização dos profissionais, com aumento dos seus salários.
Segundo o candidato, a aprovação automática, instituída pelo sistema de ciclos na rede municipal do Rio, é uma forma de mascarar a falência da educação, que foi feita apenas para cumprir metas. Por isso, ele afirmou que vai acabar com este sistema. O candidato quer também incluir a comunidade na gestão das escolas.
Antonio Carlos disse ainda que o sistema de saúde pública não pode ser fonte de lucro para os planos privados de saúde. Por isso, pretende investir na área, principalmente em campanhas e em saneamento básico, para prevenir uma crise no setor, como a vivida durante a epidemia de dengue este ano na cidade.
"Diante da questão da dengue, gastou-se milhões na tentativa de trazer profissionais de outros estados e até de fora do país. Não se valoriza devidamente os médicos e os funcionários [da rede pública]. É necessária uma mobilização nesses setores da comunidade para garantir os investimentos na saúde e na educação, para prevenir não só a dengue, como outras epidemias. As pessoas continuam morrendo nos hospitais", observou o candidato.
Antonio Carlos defendeu a municipalização do setor de transportes no Rio de Janeiro. Ele disse que enquanto o transporte estiver voltado para o interesse dos empresários, não só não será possível resolver os problemas do setor, como também o caos no trânsito continuará.
"As pessoas são transportadas como sardinhas em lata nos ônibus e trens. Todo este setor é organizado de maneira a garantir o lucro dos grandes empresários, que são inclusive os grandes investidores das campanhas dos principais candidatos. Por isso, nós defendemos sua estatização", afirmou.
O candidato disse que seu partido vai às eleições para denunciar toda a “podridão” que está na política carioca e também um suposto estado de sítio instalado durante as campanhas, com a participação das forças federais, que, segundo ele, estão matando a população nos bairros operários. Para ele, o uso dessas forças é um retrocesso.
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