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Brasília - Após
reunião, que durou mais de uma hora, os ministros do Supremo
Tribunal Federal (STF) decidiram não conceder entrevista sobre
grampos atribuídos à Agência Brasileira de
Inteligência (Abin), que flagraram conversas do presidente da
Corte, ministro Gilmar Mendes, com o senador Demóstenes Torres
(DEM-GO).
Em
nota, lida pelo secretário de comunicação,
Renato Parente, os ministros se limitaram a dizer que aguardam
as providências "exigidas pela gravidade dos fatos" por parte da Presidência da República. Antes, o senador Demóstenes disse que vai pedir a Lula que tome
providências “duras” contra a Abin. Ele disse ter certeza de que o presidente não está envolvido, mas afirmou que é necessário agir para eliminar qualquer dúvida.
É
a seguinte a nota do Supremo Tribunal Federal: “O Supremo Tribunal Federal, reunido
em Conselho, foi informado pelo seu presidente do teor do encontro
ocorrido nesta data com o Excelentíssimo Senhor Presidente da
República e decidiu aguardar as providências exigidas
pela gravidade dos fatos”, diz a nota.
Segundo
Parente, dez dos onze ministros aprovaram, por unanimidade, a nota. A
ministra Cármen Lúcia foi a única ausente, por
estar em viagem, mas por telefone, avisou aos colegas que concordaria com o que fosse decidido pelo Conselho.
O título foi alterado e a reportagem, ampliada.
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