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1 de Setembro de 2008 - 17h56 - Última modificação em 1 de Setembro de 2008 - 18h38


Supremo diz que grampo é grave e aguarda "providências" da Presidência

Marco Antonio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Após reunião, que durou mais de uma hora, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram não conceder entrevista sobre grampos atribuídos à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que flagraram conversas do presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Em nota, lida pelo secretário de comunicação, Renato Parente, os ministros se limitaram a dizer que aguardam as providências "exigidas pela gravidade dos fatos" por parte da Presidência da República.

Antes, o senador Demóstenes disse que vai pedir a Lula que tome providências “duras” contra a Abin. Ele disse ter certeza de que o presidente não está envolvido, mas afirmou que é necessário agir para eliminar qualquer dúvida.

É a seguinte a nota do Supremo Tribunal Federal: “O Supremo Tribunal Federal, reunido em Conselho, foi informado pelo seu presidente do teor do encontro ocorrido nesta data com o Excelentíssimo Senhor Presidente da República e decidiu aguardar as providências exigidas pela gravidade dos fatos”, diz a nota.

Segundo Parente, dez dos onze ministros aprovaram, por unanimidade, a nota. A ministra Cármen Lúcia foi a única ausente, por estar em viagem, mas por telefone, avisou aos colegas que concordaria com o que fosse decidido pelo Conselho.



O título foi alterado e a reportagem, ampliada.
 


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